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O Brasil é um pais de dimensões continentais e de preconceitos universais. Cuidado com o que digo, não quero incitar xenofobia, apenas registrar o que penso em relação a esse imenso pais e como ele trata e distrata as suas regiões. Não posso generalizar e seria infante o fazendo, mas posso observar e me sujeitar às críticas as quais entendo como objeto de crescimento.
Braulio Tavares e Ivanildo Vila Nova compuseram uma canção que foi interpretada por Elba Ramalho e que fala de um Nordeste independente . Não gostaria de ver isso acontecer, mas sinto no coração e sofro em meu ser com a discriminação que essa região recebe em praticamente todos os setores da sociedade. Não me preocuparia em citar dados pois as estatísticas do IBGE estão disponíveis nessa rede para os mais interessados.
Sou um cristão, evangélico e parte dessa parcela da Igreja de Cristo denominada Igreja Anglicana. Tenho tido a oportunidade de conhecer o Brasil e o mundo devido aos meus compromissos como pastor. Já pisei nos 4 cantos do mundo e em quase todos os continentes desse imenso globo, já experimentei de uma variedade de culinária que me encantou e me desafiou, já percebi que o tecido multicolorido dessa colcha de retalhos que é a humanidade é algo tão rico quanto o Seu criador.
Porém, vivendo no Nordeste do Brasil sinto a realidade dessa região e a distância que cresce em relação ao acesso aos recursos, encontros, congressos e seminários no que diz respeito a área da espiritualidade e do ministério. Sou do tempo em que a VINDE do Rev Caio Fábio, praticamente a única organização que entendeu isso muito bem, regionalizou seus congressos fazendo-os sempre no Nordeste e no Sudeste. Parabenizo o Pr Armando Bispo da IBC Fortaleza pela sua dedicação no EPL. Vou assumi-lo como destino anual e recomendar líderes a fazerem o mesmo.
Mas até hoje predomina a sudestilização dos encontros, congressos, palestristas, facilitadores, pregadores. Posso ser mal compreendido pela minha colocação e isso não me preocupa. Se o Nordeste não dá lucro, que tal investir nele? Sei que dá lucro para po Reino e isso está provado.
Mas, estou me cansando
De ver sempre os mesmos palestristas
De escutar sempre os mesmo exemplos
De ver as ilustrações serem sempre entre corinthias e palmeiras
De perceber um único sotaque carregado
De observar quase um único modelo
De ver que há uma linha imaginária, um equador ideológico,

discriminatório que passa mais ou menos por Brasília e o que está acima…

pegue um avião, se endivide…Deus honrará!!!
Já não tenho mais o animo de me deslocar tanto para ouvir as mesmas coisas e as mesmas experiências, enquanto tenho conhecimento de tantas experiências nesse Nordeste de Deus, de missões, de igrejas que crescem, de pregadores que fazem diferença, de igrejas inculturadas, de líderes que lideram.. não obstante a dura e porque não dizer triste realidade de seus orçamentos, planilhas de custos cruéis e recursos escassos…
Não me acho o coitadinho, não me coloco como murmurador, mas apenas observo uma realidade e não dá pra simplesmente fingir que isso não acontece. O verso da canção de Braulio Tavares já afirma…

Quando um dia qualquer isso for feito
todos dois vão lucrar imensamente
começando uma vida diferente
da que a gente até hoje tem vivido…

…Se isso vier a se tornar realidade

e alguém do Brasil nos visitar

nesse nosso país vai encontrar

confiança, respeito e amizade
Não quero um Nordeste independente, quero um Brasil costurado em diferentes retalhos
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