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Estamos entrando no Tempo do Advento. A quadra litúrgica onde celebramos a expectativa da vinda de Jesus Cristo. É um tempo de renovar as esperanças, uma vez que, a vinda do Messias, esperada por tanto tempo, se concretizou, assim somos aqueles que vivemos a realidade dessa promessa.
Uma das coisas que alegra meu coração, me motiva e me ajuda a estar sempre focado no propósito de Deus, é a experiência vivida pelo povo de Deus na História. Ao vivermos esse período, devemos ter em mente isso: Deus nunca falha em suas promessas. Ele vem, se manifesta e age no tempo certo e, como diz a Sabedoria: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu” (Ec 3:1).
 A Esperança do Advento alimenta as nossas vidas pessoais. A nossa fé íntima, que Deus sempre atua, em todas as circunstâncias. Que nossas vidas, entregues em suas mãos estão sendo guiadas, mesmo que, eventualmente, não percebamos isso.
A Esperança do Advento alimenta o nosso chamado a servir. A nossa vida ministerial, nossa atuação como líderes do povo de Deus e, como cristãos, líderes nessa sociedade que vive em desesperança, descrendo de tudo, ou pior, crendo em tudo.
Somos atalaias da esperança nesse mundo desolado. Sua vida, seu ministério, seu papel, dado por Deus, é uma luz que se acende no meio das trevas vividas em todos os lugares. Lembre sempre que a menor das luzes vence a maior das trevas. Seu papel como testemunha da esperança e fundamental onde você estiver.
A Esperança do Advento alimenta, também, a nossa vida como Igreja, afinal de contas, o exemplo da promessa cumprida em Jesus nos fortalece para assim nos manter na direção que entendemos: Deus tem nos colocado.
O ano de 2012 foi bastante atípico. Vivemos um misto de tragédia, expectativas e concretização de promessas. A trágica morte de nosso querido Bispo Robinsone nossa mui amada irmã Miriam Cavalcanti, foi algo que nos colocou no chão, desconcertou a todos. Difícil entender os caminhos que Deus escreve. Sempre achei que Deus escreve certo por linhas certas, mas minha limitação nem sempre me ajuda nessa compreensão. O que Jesus disse sempre me consolará e me dará forças para seguir: “O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois” (Joao 13.7).
A concretização de muitos de nossos desejos, sonhos, expectativas como Igreja-Diocese vieram exatamente nesse misto de tragédia e indefinições. 2012 ficará marcado como um ano em quem experimentamos a Soberania de Deus de uma forma tão concreta que dificilmente alguém poderá negar, mesmo que tente. A nossa tão desejada e intensamente buscada situação institucional foi alcançada de uma maneira que nenhum de nós poderia prever. Hoje a Diocese de Recife possui dois Bispos Sufragâneos, um Bispo Diocesano Eleito. Fomos reconhecidos pela maioria esmagadora da Comunhão Anglicana como Legítima Igreja Anglicana. Recebemos o Status de “Extra Provincial” sob a Supervisão de dois Arcebispos, e iremos concluir nosso ano com um Sínodo muito especial com a Sagração de um Bispo Diocesano e a presença oficial dos representantes do GAFCON, do Cone Sul, da CMS, de SOMA e da ACNA, nossos parceiros na missão.
Quem poderia imaginar que um ano tão tumultuado terminasse de maneira tão positiva para nossa Igreja-Diocese?
Nesse Tempo de Advento, olhe para tudo isso. Olhe para a História do Povo de Deus que somos nós, e seja alimentado por aquilo que Deus faz a despeito de nossas imensas limitações.
Que o início desse ano litúrgico e a recente experiência vivida por todos nós, nos lance, sem receios, para adiante, na certeza de que quando vivemos com Deus, vivemos sempre um Tempo de Esperança!
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