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Nesses tempos a atitude de adesão cresce, pessoas aderem a movimentos, causas, e até mesmo a religiões… e qual o problema nisso? pode haver um… A atitude de adesão é diferente da atitude da tomada de posição consciente e consequente. Recentemente, eu mesmo, aderi a uma causa num site de relacionamento onde estou cadastrado, mas sinceramente, desde que aderi, jamais fiz uma visita às metas, propósitos e lutas daquela causa… achei o título interessante, foi apresentada por uma pessoa credenciado em meu rol de amigos…aderi simplesmente!
O cristianismo tem uma história de adesão e de comprometimento que se dividem em duas vertentes. A primeira a da adesão, encontra respaldo histórico nos primeiros séculos após o imperador romano Constantino ter “ se convertido” e me permita as aspas, que mesmo com receio de julgar, não posso também afirmar pois a história de sua própria vida é controversa. Após a atitude de Constantino houve uma adesão em massa à fé cristã, o cristianismo se tornou a fé do império romano, um tipo de quase religião oficial.
A história das adesões em outros movimentos tem a mesma tendência. Pessoas que motivadas pela emoção ou pela conveniência, aderem a causas, mesmo sem ter a noção exata do que aquilo pretende ou em que se baseia, mas , é legal, parece interessante, traz contentamento, ajuda a limpar a minha consciência, me ilude na medida que eu “me convenço” que sou parte de algo e outras coisas mais. Na realidade a adesão entorpece o espírito, acalma a alma, mas é raza e , sem as raízes necessárias, se perde e se desfaz com muita facilidade.
Na fé cristã, a adesão acontece da mesma forma, por iniciativa maiormente sincera, mas que na ausência de raízes mais profundas se perde no tempo e provavelmente a um abandono posterior ou a uma vida superficial que pode levar anos ou toda uma existência. Quem simplesmente adere, não tem o sotaque de Cristo
O contrário da adesão é uma vida comprometida pelas palavras de Cristo, é uma conversão genuína e que compreendeu as consequências daquele ato. Costumo dizer, até para surpresa de alguns, que a conversão é um ato muito racional pois implica em entende3r a mensagem da salvação e todas as suas implicações. A adesão é emotiva, é circunstancial, é oscilante e não aprofunda suas raízes, na adesão não se percebe o sotaque de Cristo.
A conversão genuína, diferente da adesão, encontra o sotaque de Cristo nas palavras da Bíblia, na narrativa do evangelho, na doutrina dos apóstolos no dia a dia com Jesus. Uma diferença notória da adesão e da conversão está por aí, quando eu não afirmo aquilo que eu acho, mas aquilo que a Palavra diz, quando eu não digo o que eu simplesmente penso, mas aquilo que Jesus disse.
O sotaque do convertido é quando suas palavras se confundem com as palavras de Jesus, suas opiniões se misturam com a opinião de Jesus, seus atos estão alinhados com os atos de Jesus. Quem tem o sotaque de Cristo cita a Bíblia com naturalidade porque agora passa a conhecê-la, e no meio de seus diálogos diários, com naturalidade e sem ser aquele chato, expressa a opinião de Cristo e revela a mente de Cristo impregnada na sua mente.
Mas, quem adere, não se aprofundando, raramente expressa a Bíblia, porque não a conhece e não a conhece por que não gasta algum tempo com ela, não tendo assim intimidade com ela e agora com Ele, não consegue falar com seu sotaque…
Não posso acreditar no cristianismo de adesão, simplesmente porque aqueles que andavam com Cristo tinham o seu sotaque, o sotaque de Cristo!
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