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Traveling in London

Ele veio, Ele vive, Ele voltará

 

Chegamos ao Advento. É hora de celebrarmos mais uma vez a chegada do Salvador

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A Igreja Anglicana e a Ortodoxia

 

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Sou Bispo da Igreja Anglicana no Brasil – Diocese de Recife e Reitor da PAES, Paróquia Anglicana Espírito Santo em Piedade Jaboatão dos Guararapes PE. Quero expressar nossa posição para que sempre haja clareza nos fatos. A igreja Anglicana não tem uma palavra única, não tem um Papa infalível e nem a palavra de seus lideres representam o pensamento da igreja como um todo. O movimento liberal existe em algumas províncias, mas o GAFCON (ABAIXO EXPLICADO) Representa mais de 80% da membresia da Comunhão Anglicana, existindo outras províncias que não são ainda parte desse movimento, mas que seguem a ortodoxia bíblica. Em recente declaração o Arc. Justin Welby, mais uma vez negou sua origem evangélica ortodoxa e cedeu ao espírito do século ao invés de seguir o Espírito de Deus. Reiteramos a nossa posição contra homofobia enquanto reafirmamos a sã doutrina apostólica cristã. Welby representa uma parcela da igreja NA Inglaterra e uma outra mínima da Comunhão Anglicana. A ideologia de gênero é uma falácia, anti cientifica, e anti cristã. Veio para desconstruir a família e a sociedade. Como Igreja Anglicana no Brasil – Diocese de Recife, afirmamos que a posição do Arcebispo Welby não nos representa.
Abaixo um esclarecimento sobre o GAFCON editado de uma postagem de nosso clérigo o Rev EricRodrigues. Pastor da Igreja Anglicana Ancora em Vitória do Espírito Santo

Há cerca de 85 milhões de cristãos na Comunhão Anglicana mundial espalhados por 38 igrejas regionais, conhecidas como Províncias. GAFCON é um movimento global dentro da Comunhão que representa a maioria de todos os anglicanos.
Cada província anglicana é liderada por um Primaz (arcebispo), oito dos quais são partidários ativos do GAFCON. Essas províncias são, portanto, consideradas como províncias do GAFCON. Existe uma nona Província GAFCON, a Igreja Anglicana na América do Norte, que está emergindo dentro da Comunhão Anglicana como igreja ortodoxa nos Estados Unidos, Canadá e México. Isso ocorre porque as províncias históricas nesse continente, a Igreja Episcopal (TEC) e a Igreja Anglicana do Canadá (ACoC) abandonaram a ortodoxia anglicana baseada na Bíblia.
Existe ainda a Igreja Anglicana no Brasil- Diocese de Recife, que é uma Província em formação e é membro pleno do GAFCON. Ela existe pela razão da província histórica do Brasil, IEAB, também ter abandonado a ortodoxia e a doutrina histórica cristã, além de descumprir as resoluções da Comunhão Anglicana quanto a sexualidade humana decisão da maioria esmagadora de todos os bispos anglicanos no mundo Na Conferencia de Lambeth de 1998.
Res. 1.10 Esta Conferência:
a. Recomenda à Igreja o relatório de subseção sobre a sexualidade humana;
b. Tendo em vista o ensino da Escritura, mantém a fidelidade no casamento entre um homem e uma mulher em união ao longo da vida, e acredita que a abstinência é ideal para aqueles que não são chamados para o casamento;
c. Reconhece que há entre nós pessoas que têm uma orientação homossexual. Muitos deles são membros da Igreja e estão buscando o cuidado pastoral, o sentido moral da Igreja, o poder transformador de Deus para as suas vidas e a ordenação dos relacionamentos. Comprometemo-nos a ouvir a experiência de pessoas homossexuais e queremos assegurar-lhes que são amadas por Deus e que todos os batizados, acreditando e as pessoas fiéis, independentemente da orientação sexual, são membros plenos do Corpo de Cristo;
d. Enquanto rejeitamos a prática homossexual como incompatível com a Escritura, conclamamos a todo o nosso povo a ministrar pastoral e sensívelmente a todos, independentemente de sua orientação sexual, e condenamos o medo irracional de homossexuais, a violência dentro do casamento, e qualquer banalização e comercialização do sexo;
O movimento GAFCON é uma família global de anglicanos autênticos que estão juntos para reter e restaurar a Bíblia ao coração da Comunhão Anglicana. Nossa missão é proteger o evangelho imutável e transformador de Jesus Cristo e proclamá-lo ao mundo. Estamos fundados na Bíblia, unidos pela Declaração e Declaração de Jerusalém de 2008 e liderados por um Conselho de Primazes , que representa a maioria dos anglicanos do mundo.
GAFCON trabalha para proteger e proclamar o Evangelho imutável e transformador através de pregações e ensinamentos bíblicos que libertam nossas igrejas para fazer discípulos por um testemunho claro e certo de Jesus Cristo em todo o mundo.
A jornada da GAFCON começou em 2008, quando o compromisso moral, o erro doutrinal eo colapso do testemunho bíblico em partes da comunhão anglicana chegaram a um nível tal que os líderes da maioria dos anglicanos do mundo sentiram que era necessário tomar uma posição unida pela verdade . Uma multidão de mais de mil testemunhas, incluindo primatas, arcebispos, bispos, clérigos e líderes leigos reunidos em Jerusalém para a Conferência Anglicana do Futuro Global (GAFCON).
A segunda conferência, GAFCON 2013, foi realizada em Nairobi, no Quênia em 2013, na qual mais de 1.300 delegados de 38 nações e 27 províncias da comunhão anglicana estavam presentes. A reunião deu aos Primatas um mandato, através do Comunicado e Compromisso de Nairobi, para levar adiante o trabalho do movimento GAFCON.
Em junho de 2018 a terceira Conferencia GAFCON acontecera em Jerusalém e receberá cerca de 3.000 líderes anglicanos de todo mundo, entre bispos, pastores(as) e leigos.
Buscamos a oração e o apoio de anglicanos em todo o mundo que desejam um testemunho claro e certo de Jesus Cristo como Senhor.

Revmo. Miguel Uchoa

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O justo viverá pela fé (3)

A Reforma Protestante e a Igreja Evangélica brasileira

A Igreja Evangélica brasileira lembra um caleidoscópio eclesiástico do tipo que, quanto mais se mexe, mais suas cores mudam e uma nova configuração surge. Não sou defensor da uniformidade. Sou Bispo Anglicano e minha denominação já me dá um pano de fundo de diversidade com a qual convivo e que creio ser salutar. Enquanto celebramos 500 anos da Reforma Protestante, precisamos por sobre este tempo um olhar que seja de celebração e que, ao mesmo tempo, seja autocrítico. Quando em 31 de outubro de 1517, o monge Matinho Lutero afixou 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg, não fazia ideia de onde chegaria. Sua intenção mais sincera era restaurar a igreja e mantê-la Una, Santa, Católica e Apostólica. Não imaginava ele que aquele ato seria a causa da formação de tantas igrejas independentes e especialmente que geraria esse caleidoscópio eclesiástico de matiz eventualmente protestante. A Reforma deixou alguns postulados inegociáveis, a saber:

A Justificação pela graça mediante a fé (Efésios 2:8) – A doutrina da salvação pelas obras estava em destaque e a Reforma vinha e vem afirmar que isto é um engano e que a salvação procede da misericórdia de Deus. A Reforma disse: ela vem pela graça e a alcançamos exclusivamente pela .

A centralidade de Cristo (João 14:6) – O Papa se tornou a cabeça da igreja e autoridade inquestionável. O Vigário de Cristo. A autoridade estava nele, retirando de Cristo a centralidade que a bíblia lhe dava. A Reforma veio dizer que toda autoridade era de Cristo. (Mateus 28:18).

A Autoridade das Escrituras (2 Timóteo 3:16) – A tradição e o magistério sobressaiam-se frente à sã doutrina e era o que norteava as decisões da igreja. A Reforma conseguiu então restaurar a autoridade das Escrituras. A partir daí, surge a base onde se monta a Reforma Protestante.

Solá fide – Sola scriptura – Sola graça – Solo Cristo- Sole Deus Gloria

Tudo que fosse acrescentado seria periférico. Aqui começa a dificuldade da igreja brasileira de centrar a missão naquilo que, de maneira simples, deveria norteá-la.

Onde estamos como Igreja Evangélica Brasileira?  Não é fácil identificar ou definir a Igreja Evangélica Brasileira. Ela é hoje uma Igreja confusa, que se distancia da Reforma Protestante numa perceptível rapidez. Esse vínculo está comprometido. O que trouxe a igreja até aqui é uma linha que não pode ser esquecida, sob pena de perdermos o fio da meada.  Cabe a pergunta: onde estamos na identificação com a Reforma Protestante?

Onde estamos na Justificação pela graça mediante a fé? (Efésios 2:8)? Certo dia, voltando do trabalho, escutei a declaração de um pastor de uma grande denominação em uma rádio evangélica. Ele falava sobre salvação: “Você está pensando o que? Que a salvação é fácil? Só crer e pronto?”. Parei e esperei pelo pior que ainda viria: “Não é assim não, tem que se esforçar e se sacrificar”. “Não acredito no que estou ouvindo”, pensei, “um pastor protestante desconstruindo a salvação pela graça mediante a fé? Uma das principais colunas da Reforma?”. A Igreja Evangélica Brasileira receia anunciar a salvação pela graça porque acha pouco. É barato demais diante do que se criou como degraus para a salvação e os benefícios. Alguns motivos podem estar por detrás desse temor, a saber:

  • Manutenção de membresia – A preocupação de crescimento numérico de alguns grupos é um esforço hercúleo. Crescer numericamente faz parte do mandato de Jesus, são vidas alcançadas, batizadas e ensinadas a viver a fé. Igrejas evangélicas brasileiras ainda exigem de seus membros mais do que Jesus exigiu.
  • Usos e costumes – A imposição dos usos e costumes substitui a sã doutrina. Paulo apresenta sempre o evangelho da graça em contraposição ao legalismo. Para ele, o evangelho não é a observância de costumes, isso é obra demoníaca (1 Timóteo 4:1-3; Colossenses 2:20-23). O retorno à pregação exaustiva desse princípio e a prática intencional do ensino da graça mediante a fé é urgente. Para isso, os líderes deverão ter a coragem de assumir que nada além da fé é necessário para a salvação.

Onde estamos na centralidade de Cristo? (João 14:6):  Na igreja da pré-reforma, a centralidade de Cristo estava distante de ser uma realidade. A idolatria e a busca constante de mediadores entre Deus e o ser humano era uma realidade. O magistério da Igreja tinha o papel de interpretar e transmitir o que deveria ser obedecido. Diante disso, o comprometimento da centralidade de Cristo estava decretado. Sem generalizar, o púlpito da igreja evangélica brasileira experimenta declínio no ensino da centralidade de Cristo. O centro de tudo acaba sendo uma personalidade. Aquilo que diz tem autoridade por ser “inspirado”. Cresce esse tipo de líder na Igreja brasileira. A “ditadura” do politicamente correto leva a exclusividade de Cristo para a salvação como algo intolerável. O receio de ir de encontro a esse pensamento e ser considerado intolerante amedronta alguns.

Onde estamos na Autoridade das Escrituras? ( 2 Timóteo 3:16): Quando comecei a ser discipulado pelos grupos da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), entendi bem a recomendação de Paulo a Timóteo em 2 Timóteo 3:1: sem a Escritura não há cristianismo. É ela que nos alimenta da verdade, conduzindo-nos a uma espiritualidade sólida. Onde estamos neste particular? Não é uma resposta fácil, corremos o risco de uma avaliação limitada. Existem círculos onde a Escritura é ensinada com zelo e cuidado, mas existem outros onde ela tem sido esquecida e a intuição de pregadores (as) é colocada no padrão de autoridade escriturística. Martinho Lutero está diante da Dieta de Worms (1521), sendo levado à retratação por ter publicado suas 95 teses. Sua resposta foi corajosa:

A menos que seja convencido pelas Escrituras e pela razão pura, e já que não aceito a autoridade do Papa e dos concílios, pois eles se contradizem mutuamente, minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Eu não posso e não vou me retratar de nada, pois não é seguro nem certo ir contra a consciência. Deus me ajude, AMÉM.”

Fazendo essa declaração, ele dá início ao movimento da Reforma. Sua base é a Escritura. Buscando uma relação com a declaração de Lutero, admito que estamos nos distanciando do conceito da sola scriptura. A Igreja brasileira necessita urgentemente associar seu crescimento com o ensino das Escrituras. Não estamos nessa direção, precisamos assumir isso. O rigor pelas Escrituras não nos faz imunes à necessidade dos perdidos. O conhecido “amor pelas almas” parece não existir em alguns grupos ditos reformados. Estes optam por uma “exposição escriturística” sem contextualização, mas repleta de conhecimento que de nada alimenta a alma sedenta do ser humano. O resultado são igrejas ortodoxas nas Escrituras, de bancos vazios, onde a mensagem não encontra guarida nos corações. A análise das Escrituras de maneira mais profunda deveria encontrar nelas mesmas a maior razão para a expansão.Existem aqueles que entendem o apego às Escrituras como fundamentalismo. Esses têm até visão de expansão, querem ver a igreja crescer e estão dispostos a pagar um alto preço. A pregação nestes grupos é normalmente repleta de experiências pessoais, mais que em ensinos bíblicos. Vagueamos pelos extremos e nos afastam daquilo que seja uma igreja saudável na observação das Escrituras e a sua aplicação à vida.

Onde queremos estar? Onde exista uma igreja cuja virtude é ser a igreja que faz a história. Que cresça, ministre salvação pela graça mediante a fé, seja centrada nas Sagradas Escrituras , tenha Cristo no centro de sua vida e mensagem e que toda a Glória seja sempre tributada a Deus.  Que enxergue a dimensão vertical, mas não esqueça de olhar na horizontal, na direção do ser humano e suas necessidades formando a perfeição da cruz na qual seu Senhor morreu. Uma igreja multifacetada em uma nação miscigenada, mas com raízes fundas. Que ela prevaleça no Brasil, e não nos deixe ser a igreja da maioria, sem que isso faça qualquer diferença na vida do país. Inegavelmente, há muito vigor nessa Igreja Brasileira, mas uma olhada nos postulados da Reforma Protestante ajudaria a fazer um caminho de volta em aspectos fundamentais de sua história, que a impulsionaria a uma nova arrancada com mais fidelidade aos seus laços históricos.

Bispo Miguel Uchôa

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Incoerência, manipulação, e cauterização

transsexual

Incoerência, manipulação, e cauterização,

A ditadura da Informação ou da Má informação.

 

Antes de qualquer coisa, por favor, leia esses dois artigos

1/07/2013 12h54 – Atualizado em 31/07/2013 18h20

Portaria define regras para mudança de sexo pelo SUS

Idade mínima para fazer cirurgia foi reduzida de 21 para 18 anos.
Terapia hormonal poderá ser feita a partir dos 16 anos, mediante análise.

O Ministério da Saúde publicou, nesta quarta-feira (31), uma portaria com novas regras para a realização de cirurgia de troca de sexo e outros tratamentos destinados a travestis e transexuais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A idade mínima para a realização da cirurgia de mudança de sexo foi reduzida de 21 para 18 anos, com a nova portaria. Para fazê-la com essa idade, é exigida indicação específica e acompanhamento prévio de dois anos pela equipe de especialistas que acompanha o paciente, composta de profissionais como psicólogos, médicos e outros. Com a mudança, a idade mínima para fazer a terapia hormonal para a mudança de sexo, necessária antes da operação, foi fixada em 16 anos. Para iniciar o tratamento com essa idade, no entanto, a portaria prevê a necessidade de consentimento dos pais ou do responsável legal e consenso da equipe multiprofissional que acompanha o paciente. As determinações fazem parte da Portaria Nº 859 do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/07/cirurgia-pra-troca-de-sexo-pode-ser-feita-pelo-sus-partir-de-18-anos.html

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/07/cirurgia-pra-troca-de-sexo-pode-ser-feita-pelo-sus-partir-de-18-anos.html

24/09/2017 22h12 – Atualizado em 24/09/2017 22h12

Decisão de juiz que autoriza ‘cura gay’ causa mobilização e choque no Brasil
Para a ciência, terapias que prometem mudar a orientação sexual dos pacientes têm nome: charlatanismo. Não há como tratar homossexualidade.

Para a ciência, terapias que prometem mudar a orientação sexual dos pacientes, chamadas de “cura gay”, têm um nome: charlatanismo. Não há como se tratar a homossexualidade simplesmente porque ela não é uma doença nem um transtorno. Mas uma liminar de um juiz do Distrito Federal provocou espanto e foi muito criticada nesta semana. A decisão autoriza os psicólogos a oferecerem tratamentos de “reversão sexual”. Há quase 30 anos a Organização Mundial de Saúde reconheceu que homossexualidade não é doença. No Brasil, desde 1999, o Conselho Federal de Psicologia diz que psicólogos não podem tratar a cura da homossexualidade. Porém uma liminar do juiz federal Waldemar Claudio de Carvalho determinou que o Conselho Federal não pode impedir psicólogos de promoverem estudos ou atendimento profissional sobre a reorientação sexual. A decisão causou choque e mobilização também nas redes sociais. Veja na reportagem do Fantástico.

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/09/decisao-de-juiz-que-autoriza-cura-gay-causa-mobilizacao-e-choque-no-brasil.htmltópicos:

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Após a cuidadosa leitura desses dois artigos, note bem o detalhe, eles têm a mesma fonte jornalística, vem da mesma mesa diretora e provavelmente tem a mesma autorização para serem publicados. Muito bem agora vamos refletir um pouco.

Por que, um adolescente de 16 anos pode ter orientação psicológica e pode receber acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, pago pelo estado, quando deseja reverter sua sexualidade e ser “Curado” de sua heterosexualidade. “Para iniciar o tratamento com essa idade, no entanto, a portaria prevê a necessidade de consentimento dos pais ou do responsável legal e consenso da equipe multiprofissional que acompanha o Paciente”. A  matéria a nitidamente a favor da abordagem ao hétero insatisfeito, chama essa pessoa que “optou” por uma reversão sexual de “Paciente”, adjetivo esse, negado aos psicólogos que desejam ter o direito de acompanhar terapeuticamente homossexuais que, insatisfeitos com seu estado, pede sua ajuda profissional que pela lei deverá ser dada em total sigilo de acordo com o desejo do “Paciente”.

A parcialidade está evidente. Assisti uma matéria em um telejornal onde um psicólogo foi perguntado : “Como deve agir um profissional (psicólogo) que recebe uma pessoa em conflito com sua identidade de gênero?” Ao que o mesmo respondeu: “ ele deve tentar convencer essa pessoa a aceitar esse estado mostrando que isso é normal. “

Ao passo que um adolescente procura um profissional de saúde e compartilha que está insatisfeito com a sua identidade de gênero. Ele é imediatamente encaminhado a um médico, que vai ajuda-lo a tomar a decisão de fazer uma reversão sexual, em um processo de mutilação onde a genitália é modificada cirúrgica e definitivamente. Isso aos 18 anos e tomando hormônio desde os 16. Resumindo alguém pode solicitar do Estado que o cure de sua heterosexualidade, mas se alguém estiver incomodado com uma tendência homossexual e procurar um psicólogo, este profissional, mesmo em sigilo absoluto, se aceitar acompanhar essa pessoa e ajuda-lo na sua não aceitação homossexual pode ser processado e até vir a perder sua licença profissional.

Agora de uma olhada na integra da liminar e procure uma vez apenas a palavra cura ou a informação que leve honestamente você a esse entendimento. A liberdade de ajudar pessoas em busca de re-orientação sexual é proibido, mas acompanhar um jovem de 16 anos  e leva-lo a mutilação para se reorientar sexualmente, mais uma vez é aceito e as despesas são pagas pelo Estado.

https://d2f17dr7ourrh3.cloudfront.net/wp-content/uploads/2017/09/ATA-DE-AUDI%C3%8ANCIA.pdf

As questões dos dilemas da sexualidade são tão antigas quanto o ser humano e até aqui, a ciência não tem uma resposta clara para isso. O documentário “ O paradoxo da igualdade” desenvolvido na Noruega, uma das nações mais abertas e liberais do globo, dirigido por um comediante liberal, aborda o tema da “transexualidade” mostrando a posição da ciência afirmando que não há base cientifica para afirmar isso e ao mesmo tempo mostrando os sociólogos liberais dizendo claramente que o que a ciência diz não importa. No todo, é uma imensa contradição e tenta-se tratar o assunto de maneira superficial e apenas na perspectiva do politicamente correto. Sou um Bispo Anglicano, evangélico, e teologicamente de tendência conservadora. De acordo com minha crença, tudo isso é fruto do que a Bíblia chama de pecado. E aqui é necessário desmistificar o conceito de pecado e tentar entender numa perspectiva bíblica, livre de preconceitos.

Significado de Pecado dicionário da língua portuguesa

[Religião] Desrespeito a algum preceito religioso; transgressão da lei de Deus ou dos mandamentos da Igreja.[Por Extensão] Violação de alguma norma e/ou dever; erro: aquilo foi um pecado musical. Atitude que demonstra maldade; perversidade: é um pecado deixá-lo sozinho. Aquilo que deve ser sentido; lastimado: é um pecado deixar comida no prato! Condição de quem cometeu um pecado (religioso): o modo de vida daquele homem está rodeado pelo pecado.

Conceito no Novo Testamento

hamartano: não acertar o alvo, atingir alvo errado;

hamartia: transgressão, pecado. Normalmente visto como atos específicos;

Pecado, como a palavra no idioma original diz, é errar o alvo e, biblicamente, é errar o alvo de realizar a vontade de Deus. Se Deus criou homem e mulher, disse que crescessem fossem fecundos e se multiplicassem, esse é o alvo de Deus e errar esse alvo é o que se constitui em um pecado.  Se em toda revelação escriturística que minha crença credita como sendo a Palavra de Deus, não há nada que vá além do relacionamento entre um homem e uma mulher, e que casamento é quando duas dessas pessoas se unem dentro da benção de Deus.

Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Gn 1:27-28a

À Deus toda Glória

Miguel Uchoa

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Não pode ser “vale tudo em nome da arte”

politicamente-correto

CONCEITO E PRECONCEITO EM UMA SOCIEDADE CONFUSA

Depois do episódio lamentável em que a instituição financeira Banco Santander promoveu, sob a guarita da Lei Rouanet, dinheiro público, uma suposta “exposição de arte” onde parte das obras eram ofensivas à moral, ao bom censo, à mente de crianças, à fé cristã da maioria da população brasileira, e à raça negra. Como cristão e Bispo da Igreja Anglicana no Brasil-Diocese de Recife, estando distante de sermos “iconoclastas”, cientes do papel pedagógico e reflexivo da arte na sociedade, defensores do uso das artes na igreja, repudiamos veementemente o ocorrido. Não havia arte naquilo. A arte as vezes pode ser até ambígua, mas não vale tudo na arte. A instituição mostrou sua fragilidade quando emitiu uma nota aos funcionários e outra para a população com posturas diferentes.

Duas pessoas estavam observando um quadro em uma exposição. Um deles pergunta ao outro que acha? E ele responde tentando mostrar entendimento na área, fala das tonalidades dos traços e observa o detalhe no canto do quadro, alguns riscos que segundo ele mostrava um coração angustiado e saiu descrevendo aquilo. O outro observador pergunta: Esses traços aqui? E ele responde, sim veja a profundidade disso. O outro diz, amigo isso é a assinatura do artista.

Pode parecer apenas uma brincadeira, mas em nome da arte e mostrando-se inclusivo o ser humano deixa passar essas coisas. A sociedade vai tendo a sua mente cauterizada pela massiva divulgação de que a postura do politicamente correto significa um vale tudo, em todas as áreas da vida da sociedade. Tudo ou todos que se opõem a algo ou a alguém, são imediatamente taxados de “preconceituosos”. Não aceitamos isso, as coisas não podem caminhar nessa direção.

Preconceito_ Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão; prevenção. [1]

Atente, como cristão, eu tenho um conceito de mundo e que democraticamente devo ser respeitado nesse conceito que tenho. Não tenho preconceito pois não estou omitindo opinião antecipada sobre qualquer pessoa independente de minha experiência ou razão, segundo a definição do termo. Pela minha razão, que se baseia no meu quadro de valores, e que inclui minhas crenças e ideias, eu tenho um conceito formado. Preconceito eu teria se, sem conhecer, sem avaliar, sem querer estudar, sem querer considerar outros fatores que envolvem aquele conceito eu, me negasse a aceitar. Preconceito eu vi no documentário “O paradigma da Igualdade cap 1” onde um grupo de sociólogos e defensores da transexualidade por exemplo se negarem a aceitar a opinião dos cientistas quando em suas pesquisas não encontravam base biológica para tal conceito. Eles simplesmente dizem “a nossa experiência é o que vale”. Se dissessem “respeitamos suas pesquisas, mas temos um conceito formado sobre isso” não, eles foram preconceituosos quando inclusive disseram que eram “apenas pesquisadores norte americanos”

Não tenho pré-conceito com rock por exemplo, mas tenho gosto. Gosto muito de Bob Dylan, mas não suporto o grupo sepultura. Tenho um conceito, um gosto que considero refinado. Preconceito eu teria se eu lhe julgasse ter um gosto ruim porque você gosta do grupo sepultura, o preconceito seria contra você e nem seria contra o grupo, pois dele eu tenho um conceito.

Tenho um conceito formado sobre sexualidade, que claro, é baseado em meu quadro de valores e crenças. Não concordo com a prática, entendo como um desvio de propósito da criação etc. Esse é o meu conceito. Teria eu preconceito se, de antemão taxasse qualquer pessoa, seu caráter, sua correção, por ser ele(a) homossexual. Da mesma forma será preconceito você me taxar agora de retrogrado e outros adjetivos porque meu conceito difere do seu.

Alguém entro em um avião e vê na fileira da frente um homem com traços de alguém oriundo do oriente médio e da religião mulçumana. Imediatamente se incomoda e pensa esse avião está sob risco de sequestro, ele deve ser um homem bomba. Sem saber quem era, o julga pela aparência antecipadamente com sentimento desfavorável. Descobre depois que ele é um pastor evangélico vivendo em um país de maioria mulçumana e que sofre muita perseguição por isso. (caso fictício). Esse alguém foi preconceituoso, emitiu um conceito sobre aquele homem baseado em uma aparência e na realidade, ele é quem sofre preconceito em seu pais. Meu conceito equivocado de que todo mulçumano é um risco prevaleceu ali.

Defendo o respeito a todo e qualquer cidadão(ã) independente de seu credo ou opção. O cidadão(ã) deve ser imune a isso pois ele(a) paga seus impostos e precisa ter os mesmos direitos em uma sociedade igualitária e democrática como pretendemos ser. No entanto não tem sido assim, essa exposição, nos tempos das mídias sociais, mostrou que a tentativa de impor um ponto de vista está presente em todos e percebo que os que se dizem tolerantes, são muitas vezes os mais intolerantes. Meu único questionamento foi “onde está a arte em uma hóstia onde se escreve palavras de baixo calão ou inapropriadas? Onde está a arte em um quadro onde duas pessoas “curram” um cachorro indefeso? Ou onde um negro é currado por duas pessoas. Comparar com os quadros da mitologia pintados por Michelangelo ou dizer que as imagens dos ídolos nus desse autor são indecorosos é a mesma coisa é mostra de ignorância. A nudez não é indecorosa, e a dita exposição não mostrava apenas nudez.  Não serei politicamente correto para agradar quem quer que seja, minha mente está cativa a Cristo e somente a Ele, em ultima análise desejo agradar.

Miguel Uchoa

Bispo Anglicano de Recife

[1] Dicionário Michaelis

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Carta Pastoral do Presidente do GAFCON/FCA

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Para: Os  fiéis do movimento GAFCON e amigos

Do: Arcebispo Nicholas Okoh, Metropolita e Primado de Toda a Nigéria e Presidente, do Conselho de Primazes do GAFCON

Meu querido povo de Deus,

Você, que traz boas novas a Sião, suba num alto monte. Você, que traz boas novas a Jerusalém, erga a sua voz com fortes gritos, erga-a, não tenha medo; diga às cidades de Judá: “Aqui está o seu Deus! ”  Is 40:9

Na semana passada eu estava em Chicago onde com  alegria e privilégio pude fazer parte da Assembleia Geral da Igreja Anglicana da América do Norte. Este grande encontro de mais de 1.400 bispos, clérigos e leigos foi um evento verdadeiramente histórico. Por iniciativa do GAFCON, em menos de dez anos, surgiu uma nova Província Anglicana forte, unida e espiritualmente vigorosa. Agora, por sua vez, tornou-se a plataforma de lançamento para um novo trabalho com a sagração do bispo Andy Lines como bispo missionário para a Europa.

Juntaram-se muitas pessoas de todo o mundo, incluindo onze primazes anglicanos. Então, no meu sermão na sagração de Andy Lines, eu consegui dizer: “Lembre-se que você não está sozinho. Você não se enviou. Todas essas pessoas aqui vieram dizer: “Amém” para a missão que lhe foi confiada. “Tivemos uma sensação maravilhosa do que a Comunhão Anglicana pode se tornar, uma parceria verdadeiramente global no evangelho que é capaz de” levantar Sua voz “sem confusão e sem fazer concessões.

Chicago foi, portanto, um anteprojeto do que podemos esperar em Jerusalém quando reuniremos em junho de 2018 no décimo aniversário da fundação desse grande movimento e a publicação da declaração de Jerusalém. Nosso tema é “Proclamar Cristo Fielmente às Nações” e os convites estarão sendo enviados este mês. Esperamos com grande ânsia para outro encontro maravilhoso enquanto nos reunimos na verdadeira comunhão sob a Palavra de Deus e no poder do Espírito de Deus.

Como uma família global, não queremos que ninguém seja excluído por falta de recursos. Buscaremos financiar algumas bolsas para aqueles que estão em necessidade real e exorto aqueles que são abençoados materialmente, seja como províncias, dioceses, paróquias ou indivíduos, para serem generosos para que nossa comunhão  não seja prejudicada.

GAFCON começou em 2008 como o meu antecessor, o arcebispo Peter Akinola, descrito como uma “missão de resgate” para a Comunhão Anglicana. Esse resgate não se limitou à América do Norte. Ainda há muito a fazer porque a história está se repetindo em outras partes do mundo, como demonstrou a recente capitulação da Igreja Episcopal Escocesa para as ideias seculares sobre o casamento.

O ensinamento falso é inquieto e implacável, e a própria Igreja da Inglaterra está em grave perigo espiritual. É muito a lamentar que tenha havido muito mais preocupação com a alegada “fronteira” do que sobre o desprezo da Palavra de Deus que fez necessário um bispo missionário. De fato, o Bispo de Edimburgo, que apoiou fortemente a adoção da Igreja Episcopal Escocesa do “casamento” do mesmo sexo, foi convidado como convidado de honra para a reunião geral do Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra em julho.

Embora a posição jurídica da Igreja da Inglaterra sobre o casamento não tenha mudado, sua compreensão da moral sexual tem. As relações do mesmo sexo, que foram descritas pela Resolução Lambeth I.10 de 1998 como “incompatíveis com a Escritura”, agora recebem aprovação ao mais alto nível. Por exemplo, Vicky Beeching, cantora, compositora e ativista que defende o casamento homossexual foi homenageada com o prêmio Arcebispo Thomas Cranmer, em uma cerimônia no palácio de Lambeth.

A necessidade do GAFCON  salvaguardar a integridade e a clareza da missão anglicana global é tão urgente quanto já foi. Nosso chamado não deve ser conformado, mas ser transformado. Um mundo de observação precisa saber que os anglicanos são definidos, antes de tudo, pela fidelidade à Palavra de Deus. Pela graça de Deus, demonstraremos que a determinação como nos reunimos em Jerusalém para ser anunciador das boas novas de Jesus, o Filho de Deus e nosso Salvador.

Revmo.  Nicholas D. Okoh

Arcebispo, Metropolitano e Primaz de Toda a Nigéria e Presidente, do GAFCON

 

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ALELUIA ELE RESSUSCITOU!

Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. 1 Coríntios 15:20

 

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No alvorecer de um domingo como esse, o mundo presenciou  o fato de maior importância em todo o universo, o planeta terra tornou-se naquele instante o centro de tudo o que foi  criado, pois toda a criação estava sendo redimida ali, naquele exato momento quando ao terceiro dia Jesus o filho de Deus, vencia o maior de todos os inimigos.

A morte não teve poder sobre o filho de Deus, quando tudo parecia perdido, os discípulos desapontados, os inimigos comemorando a vitória, os fariseus satisfeitos porque haviam conseguido sufocar  a “rebelião”, os romanos  porque a “ameaça” a César havia sido anulada, mas como diz o poeta  ‘Um rei não se despede assim e os que creram no seu nome sabiam que não era o fim…”Os céus  e a glória de Deus esperavam para o grande grito da vitória, os anjos estavam prestes a anunciar a derrota final das forças das trevas e a vitória da luz, da verdade sobre as trevas e o engano.

Numa manhã como essa Jesus Cristo foi ressuscitado da morte e vencendo-a nos trouxe também a vitória sobre ela, de repente a pedra foi removida  e num momento de glória Jesus adverte aquela que tinha ido untar o seu corpo, “mulher , a quem procuras? Procuras entre os mortos aquele que esta vivo ?’

Hoje tanto tempo depois numa manhã como aquela, nós estamos reunidos para  exclamar  em alto e bom som, para todas as pessoas, para todo o mundo, para todos os que sofrem, para todos os que vivem sem esperança, para todos os que de alguma forma estão distantes  da vitória… Toda a vitória de Cristo sobre as trevas e sobre a morte deve ser assumida e vivida por nós. Sua vitória é nossa vitória , sua vida é nossa vida,  sua Palavra deve ser sempre a nossa palavra.

Estejamos nos lembrando daquele que  tudo venceu, para que com ele vencêssemos tudo,  Retiremos os olhos das trevas, esqueçamos o túmulo, a luz de Cristo brilha entre nós, o túmulo está vazio, Isso significa  que nós agora temos livre acesso ao Pai e a todas as sua bênçãos reservadas para aqueles que o amam.

Isso é Páscoa, Jesus vivo entre nós…

Feliz Páscoa

+ Miguel Uchôa

 

 

 

 

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brasil nunca mais

Brasil Nunca Mais

O clima que vive o Brasil nesses dias é de imensa preocupação. Corremos o risco de perdermos as conquistas democráticas conquistadas com muito sacrifício. Assisto a um quadro dantesco, beirando a insanidade.

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The New Birth of a Church The Anglican Church-Diocese of Recife

IGREJA ANGLICANA-72

The New Birth of a Church

Anglican Church-Diocese of Recife

On this Saturday March 12th, 2016, at The Church of The Holy bSpirit with a large number of its leadership clergy and laity was born legally the Anglican Church – Diocese of Recife. But, one might ask, This Church does not exist already since 30 years ago? Well there will need some explanation.

This diocese was born by an act of courage and expanding vision of a bishop named Edmund Knox Sherrill, who with his wife Beth Sherrill left his Diocese in Rio de Janeiro and came to Recife to plant this new church. It prospered and drew the attention of the evangelical church in Brazil and some parts of the world.

It was part of the then Anglican Episcopal Church of Brazil (IEAB). However, this institution followed increasingly the direction of a liberal and revisionist theology that moved away from the Holy Scriptures preaching another gospel. The Lambeth Conference of the Anglican Communion in 1988 rejected the liberal theology regarding to human sexuality. The then Bishop of the Diocese of Recife Robinson Cavalcanti, was the only Bishop of the IEAB to support the Lambeth resolution 1:10 that considered homosexual practice as incompatible with Scripture while condemning homophobia. There, it was clear that the Diocese of Recife clashed in very posture IEAB, not only in this respect, but also in many other aspects of sound biblical doctrine.

In 2005 the IEAB deposed Bishop Robinson Cavalcanti and the Diocese of Recife in the overwhelming majority of the clergy and people stood beside the Bishop “deposed” generating a Evangelical and Conservative Diocese. The clergy received supervision and license from Greg Venables Archbishop of the Anglican Church in South America. Since then this diocese grew and expands. With the tragic death of Bishop Robinson Cavalcanti, was elected Bishop Miguel Uchoa, an evangelical/charismatic that since 2012 leads the Anglican Church-Diocese of Recife.

The Anglican Church, Diocese of Recife is part of The GAFCON / FCA movement that holds more than 80% of the membership of the Anglican Communion and a large number of their 43 affiliated churches (provinces).

After the episodes of 2005, the IEAB sued the Anglican Church – Recife Diocese requiring the possession of its assets, legal registration and other demands. In 2015 the court decided in favor of the IEAB and how it should be, the Anglican Church – Diocese of Recife fulfilled this decision meeting the demands of the process and so came to no longer have its legal registration.

In an official declaration, Bishop Miguel Uchoa mention that it was the end of a era of oppression charge and litigation stating that ‘definitely the ties that bound us to that institution, no longer exist ” we are free and we will follow our path together with the Anglican Communion that is rejecting the liberal theology agenda and reaffirming the values ​​and the apostolic doctrine.

So on Saturday 12 March 2016, it happened the Assembly of legal foundation of the Anglican Church – Diocese of Recife. Following the parameters of Brazilian law, within the sound biblical doctrine and thus fulfilling God’s call.

During the Service of foundation Bishop Miguel Uchoa preached a message on 2 Tm 1:7  For the Spirit God gave us does not make us timid, but gives us power, love and self-discipline.

The Anglican Church, Diocese of Recife REborn with 63 pastors (as) and more than 40 congregations, including the largest Anglican church in Latin America and one of the largest in the Americas. With partners and expansion work, it is marked by the vision of a holistic mission.

So we can say that it was not the birth of a church, but his new birth.

 

To God be all Glory

 

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IGREJA ANGLICANA-72

O Novo Nascimento De Uma Igreja

Neste Sábado 12 de Março de 2016, nas dependências da Paróquia Anglicana Espírito Santo (PAES), com a presença de parte de sua  liderança, nasceu para a legalidade a Igreja Anglicana-Diocese de Recife.

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Miguel Uchôa
A paixão estará sempre ligada ao exterior, ao que chama a atenção, enquanto o amor estará sempre atraído pelo interior, pelo caráter, pelo que a presença do outro traz de satisfação e faz enfrentar as adversidades. Em outras palavras, o amor ama pelo que o outro é, e não pelo que ele possui, em todos os sentidos.
Não sou descrente do que se chama de amor à primeira vista, mas creio que isso acontece com muita raridade. Na maioria esmagadora das vezes, a paixão se encarrega de encantar no primeiro contato. Esse sentimento pode evoluir para o verdadeiro amor, mas, quando estanca na paixão, ele é marcado pela superficialidade. Enquanto isso, o amor requer maior conhecimento, e isso significa que ele cresce com o tempo, amadurece no dia a dia. Isso leva ao “amar apesar de” — amar sabendo a quem se ama.
A paixão tem a marca da instabilidade. Seu humor sofre variações, às vezes incompreensíveis, enquanto o amor se mostra estável e seus interesses são constantes, firmes e, acima de tudo, sinceros.
A paixão toma conta da pessoa a ponto de inverter suas prioridades. Ela produz uma dedicação cega e, às vezes, insana. Leva o indivíduo a viver fora da realidade. Você já deve ter visto ou convivido com alguém apaixonado por uma pessoa que sabidamente não é confiável, mas ele insiste, não enxerga, e não ouve a família que só quer o seu bem. O amor, em contrapartida, mantém o equilíbrio. Os valores seguem na hierarquia correta. Deus está em primeiro lugar, mas a família nunca
é desprezada. O amor, como vimos em 1Coríntios 13, não é egoísta, “não procura seus interesses”.
O amor é “ensinável”: ele escuta, se interessa em crescer pelo exemplo e pela experiência de outros. Quem ama, por conta de se manter em equilíbrio, ouve. Já a paixão não quer escutar ninguém. Além de cega, ela é surda. Naturalmente, existem muitas outras diferenças entre paixão e amor. Essas são apenas algumas que despertam mais atenção.
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GAFCON 2013: COMUNICADO DE NAIROBI*

Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular. (Efésios 2:19-20)
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, nós, participantes da segunda Conferência do Futuro Global Anglicano (GAFCON) – 1358 delegados, incluindo 331 bispos, 482 clérigos e 545 leigos de 38 países representando  milhões de fiéis Anglicanos do mundo- enviamos saudações do Leste da África, um lugar de reavivamento no último século e de crescimento da Igreja Anglicana de hoje.
Introdução
Nós nos encontramos com muita alegria em Nairobi nos dias 21 à 26 de Outubro de 2013. Nos reunimos diariamente para orar e louvar, estudar a carta de Paulo aos Efésios e compartilhar da Santa Comunhão no início e no fim da nossa Conferência.
Foi muito penoso que nosso encontro realizou-se apenas um mês após o violento ataque terrorista em Nairobi, no Shopping Center Westgate em que tantos homens, mulheres e crianças inocentes perderam suas vidas. Nossos corações estão com essas famílias que perderam os seus entes queridos e com todos aqueles que ainda estão sofrendo. Nós lembramos deles em oração continuamente.  Em nos reunirmos aqui somos capazes de expressar publicamente a esperanca que Jesus Cristo traz a este mundo no qual fragilidade e sofrimento são frequentemente expressados. 
Em nosso encontro, reafirmamos a nossa visão de que somos uma comunhão mundial de Anglicanos Confessantes, envolvido em um movimento do Espírito Santo, a qual é pessoal e eclesial. Estamos agradecidos que o Arcebispo de Cantuária enviou saudações pessoais através de um vídeo e nos certificou que está orando por nós, e nós também oramos por ele. Acreditamos que temos agido como um importante e eficaz instrumento de Comunhão durante um período em que outros instrumentos de Comunhão falharam tanto em preservar  as prioridades do evangelho na Igreja, como em curar as divisões entre nós.
A Formação da Comunhão Global de Anglicanos Confessantes
Em 2008, o primeiro GAFCON foi convocado para combater um falso evangelho, que estava se alastrando por toda a Comunhão. Este falso evangelho questionou a singularidade de Cristo e a sua morte substitutiva, apesar da Bíblia ser clara em sua revelação de que ele é o único caminho ao Pai (João 14:6). Ele vai de encontro com a autoridade da Palavra Escrita de Deus. Ele procurou mascarar condutas pecaminosas com a linguagem dos direitos humanos. Promoveu práticas homosexuais como sendo consistentes com a santidade, apesar do fato que a Bíblia identifica claramente como ato pecaminoso. Um ponto crítico foi alcançado em 2003, quando um homem que mantia uma relação homossexual ativa foi consagrado bispo nos EUA. Nos anos que se seguiram, houve repetidas tentativas de resolver a crise dentro da Comunhão, das quais nenhuma foi bem sucedida. Ao contrário, a situação se agravou com insistente rebeldia. Como uma resposta para a crise, adotamos A Declaração de Jerusalém,  que nos compromete a fidelidade bíblica, e desde então tem sido a estrutura para ortodoxia Anglicana, na qual nós, com todas nossas tradições diferentes – Evangélicos, Anglo-Católicos  e Carismáticos – estamos comprometidos. Também formamos a Comunhão Global de Anglicanos Confessantes (GFCA).
A partir de então, nos tornamos um movimento que visa a unidade entre fiéis anglicanos. Ao tomar a posição de ser fiéis a Bíblia, os Anglicanos têm sido marginalizados ou excluídos das estruturas provinciais, ou diocesanas, e o Conselho  dos Primazes tem os reconhecido e autenticado como fiéis Anglicanos. O GFCA tem sido fundamental para o surgimento da nova província da Igreja Anglicana na América do Norte, dando reconhecimento formal de suas ordens e abraçando-a como uma província totalmente parceira, com seu Arcebispo tendo  assento no Conselho dos Primazes. O GFCA também impediu que a Original Diocese de Recife fosse isolada da Comunhão Anglicana. Ao mesmo tempo, comunhões locais foram criadas em muitas províncias. Estes têm sido um apoio essencial aos ministros e congregações, na medida em que as pressões ao testemunho do evangelho fiel aumentam.
A GFCA  e o Futuro da Comunhão Anglicana
A comunhão que desfrutamos como Cristãos se distingue de todas as outras associações pelo fato de ser em essência  uma  simples “comunhão com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:3).  Por essa razão, tem um carácter particular. Ela envolve arrependimento e “andar na luz, como ele está na luz” (1 João 1:7- 9).  A natureza e os limites da nossa comunhão não são determinados pelas instituições, mas pela Palavra de Deus. A igreja é o lugar onde a verdade importa, onde é guardada e promovida e onde as alternativas são expostas pelo o que elas são – uma troca da verdade de Deus por uma mentira (Romanos 1:25).  A nossa vontade de nos submeter a Palavra Escrita de Deus e nossa oposição de estar em comunhão Cristã com aqueles que não se submentem a ela, é claramente expressa na Declaração de Jerusalém. Isto significa que as divisões na Comunhão Anglicana não serão curadas sem que haja uma mudança de coração daqueles que promovem o falso evangelho, e por isso nós oramos.
Há muito que podemos aprender com o Reavivamento do Leste Africano sobre ter uma mudança de coração. Começando no início do século passado, o reavivamento tem tocado milhões de vidas em muitos países onde o Espírito Santo tem movido, os leigos, homens e mulheres, bem como os clérigos, à compartilhar o Evangelho com os outros. Dois aspectos significantes  e de grande relevância para a nossa situação são:
– Arrependimento verdadeiro pelo pecado demonstrado através da confissão de culpa e do desejo de se retratar
– A confiança de que o evangelho tem o poder tanto de salvar o que está perdido em todo o mundo como de transformar a igreja, ao invés de ver a igreja conformada ao mundo.
Exortamos aqueles que promoveram o falso evangelho a se arrependerem  de sua infidelidade e a ter uma confiança renovada no evangelho. Nós nos arrependemos da indiferença, falta de oração e inatividade diante do falso ensinamento. Nós os lembramos – assim como a nós mesmos-  que os pecados dos quais devemos nos arrepender não são simplesmente aqueles que o mundo também considera errados; eles são aqueles que o próprio Deus detesta e que estão deixados claros em sua Palavra.
A Resolução de Lambeth de 1998  I. 10 Sobre a Sexualidade humana afirma que a atividade sexual é exclusiva para o casamento e que a abstinência é o certo para aqueles que são solteiros. Nós ainda nos mantemos firmes nesta declaração oficial. Tentação Sexual afeta a nós todos, e, por conseguinte, oramos pela fidelidade à Palavra de Deus no matrimônio e na vida solteira.
Nós nos entristecemos que vários governos nacionais, auxiliado por alguns líderes da igreja, tem tentado redefinir o matrimônio e tornar casamento entre pessoas do mesmo sexo em uma questão de direitos humanos. Nós acreditamos que os direitos humanos são fundados na verdadeira compreensão da natureza humana, que é que somos criados à imagem de Deus, macho e fêmea, que um homem deve deixar seu pai e sua mãe e unir-se-á à sua esposa (Mateus 19:6; Efésios 5:31).  Queremos deixar bem claro que qualquer parceria civil de natureza sexual não recebe a bênção de Deus. Continuamos a orar e oferecer apoio pastoral aos cristãos lutando com tentações de ter relacionamentos com pessoas do mesmo sexo que mantém-se em celibato em  obediência a Cristo, e a afirmá-los na sua fidelidade.
Somente o evangelho tem o poder de transformar vidas. Quando o evangelho é ouvido, o Espírito Santo desafia e convence do pecado, e direciona para o amor de Deus manifestado em seu Filho, Jesus Cristo. A pura graça de Deus, libertando-nos do pecado mediante a cruz de Cristo nos conduz para o gozo do nosso perdão e ao desejo de levar uma vida santa. Isso permite que o relacionamento com Deus que Jesus torna possível floresça. Além disso, tal como as vidas podem ser transformadas, assim também pode a vida das igrejas. Nós comprometemo-nos, pois, e chamamos nossos irmãos e irmãs em toda a Comunhão para unir-mos em redescobrir a força do Evangelho e em buscar a ousadia do Espírito Santo para anunciar, com um vigor renovado.
Fortalecendo o GFCA
Estamos comprometidos com o futuro da GFCA e para isso decidimos tomar medidas para fortalecer a nossa comunhão.
Em primeiro lugar, resolvemos ser mais do que uma rede. Somos uma expressão efetiva do Anglicanismo fiél  e, portanto, reconhecendo as nossas responsabilidades, temos que nos organizar de uma maneira que demonstre a seriedade de nossos objetivos. Esses são três:
– Proclamar e lutar pelo evangelho de Jesus Cristo. Como exemplos de trabalhos que queremos capacitar são a preparação de contestações teológicas convincentes à qualquer falso evangelho; apoiar a rede de faculdades teológicas cujos alunos são bem orientados para ministério, cujos professores são bem treinados, e cujos currículos são construídos com base na fiel leitura da Escritura.
– Construir a comunhão. Temos de encontrar novas maneiras de apoiar uns aos outros em missão e em discipulado.
– Justificando e afirmando fiéis anglicanos que foram excluídos por sua diocese ou província. A principal linha de trabalho aqui seria dedicar a discernir a necessidade de novas províncias, dioceses e igrejas – e, em seguida, validar os seus ministérios e ordens como Anglicanos.
Em segundo lugar, conquistar estes objectivos exigirá  a GFCA a operar sobre uma base mais sistemática e para isso, vamos organizar em torno de um Conselho dos Primazes, um Conselho de Administrativo, um Comitê Executivo e os agentes de ligação regional, que serão envolvidos em favorecer a comunicação entre FCAs.
Em terceiro lugar, nós reconhecemos que a mudança da GFCA para um novo patamar vai requerer que uma quantidade substancial de novos recursos estejam disponíveis. Devemos, portanto, formalmente convidar províncias, dioceses, agências missionárias, congregações locais e indivíduos a tornar-se membros contribuíntes  do GFCA. Em especial, pedimos as províncias para reconsiderar seu suporte àquelas estruturas Anglicanas que estão acostumadas a desconsiderar a fidelidade bíblica e ao invés disso, ou, além disso, contribuir com as necessidades financeiras da GFCA.
Nossas Prioridades
O mandamento do Nosso Senhor é “ir e fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei” (Mateus 28:19- 20).  Cremos, portanto, que a nossa primeira prioridade deve ser fazer discípulos. Isto significa que o nosso movimento tem de estar comprometido em –
– Evangelizar áreas de nosso mundo onde claramente as testemunha do Evangelho tornaram-se obscurecidas ou perdidas e levar o Evangelho aos povos ainda não alcançados. Grande parte da nossa energia deve ser dedicada a levar o Evangelho para crianças e jovens e desenvolver os líderes do futuro. Reconhecemos também a necessidade de orar, amar e compartilhar o evangelho de Jesus com os muçulmanos. Pedimos que as igrejas que treinem seus membros nesse tipo de missão
– Apoiar genuínas iniciativas evangélicas, reconhecendo que há tempos em que a manutenção de estruturas pode restringir a proclamação do evangelho. De acordo com as expectativas da Declaração de Jerusalém que o Conselho dos Primazes iria intervir para prover uma “supervisão ortodoxa à igrejas sob falsas lideranças”, o Conselho dos Primazes irá cuidadosamente considerar trabalhar além das estruturas existentes como uma resposta de obediência ao mandato de Jesus de levar o Evangelho para todas as nações.
– Defender o evangelho. Nós vamos continuar a expor publicamente qualquer falso evangelho que não é consistente com ensinamento apostólico e claramente articular o evangelho na Igreja e no mundo.
Nossa segunda prioridade deve ser aprofundar o discipulado. É preciso continuar enfatizando que a nossa identidade é encontrada principalmente em Cristo e não em alianças nacionais, étnicas ou tribais. Além disso, há muitas pressões sobre os cristãos de hoje que requer  um certo grau de maturidade para resisti-las. Estas incluem secularismo agressivo, onde  cada vez mais os cristãos estão sendo ensinados que devem somente expressar sua fé privadamente , e não publicamente; e onde a contribuição do Cristianismo para o bem público é negado; o islamismo militante que continua a ameaçar a existência e o ministério da Igreja em alguns lugares; e o sincretismos sedutor que introduz supostas alternativas de chegar a Deus e, assim, nega a unicidade de Cristo.
Lutar contra estas pressões e promover o evangelho em circunstâncias difíceis exige que os cristãos aceitem que seu testemunho envolve sofrer para Cristo (2 Timóteo 3:12); ou ficar firmes com aqueles que estão a sofrer por Cristo; estar alerta para as formas em que as Escrituras estão sendo falsamente prejudicadas pelos adversários; se engajar com um  discursos público gracioso; e de se recusar a ser intimidado quando submetidos a perseguições.
Como terceira prioridade, devemos testemunhar o efeito transformador do Evangelho trabalhando para a transformação da sociedade, de modo que os valores do Reino eterno possam ser visto aqui e agora. Cremos, portanto, que é certo se envolver em discursos públicos com mansidão e respeito (1 Pedro 3:15- 16), mas sem permitir que as nossas prioridades sejam moldadas pela agenda do mundo; e que as nossas igrejas trabalhem para a proteção do meio ambiente e fortalecimento do poder economico daqueles que são desprovidos de recursos; e que não ignoremos o clamor dos marginalizados e opressos que necessitam ajuda imediata.
Afirmamos os ministérios de mulheres e sua contribuição vital para a vida da Igreja: o seu chamado de evangelizar, discipular e construir casamentos, famílias, igrejas e comunidades fortes. GAFCON 2013 defende o ensino Bíblico que homens e mulheres são igualmente feitos à imagem de Deus, chamado a ser o seu povo, no corpo de Cristo, exercendo dons diferentes. Reconhecemos que temos opiniões diferentes sobre os papéis de homens e mulheres na igreja liderança.
Muito nos entristece que em  muitas comunidades as mulheres e as crianças são marginalizados pela pobreza, a falta de educação, HIV/AIDS, maus-tratos das viúvas e dos órfãos, e a poligamia. Além disso, elas sofrem violência doméstica, abuso sexual, tráfico e aborto. Repudiamos todo tipo de violência contra as mulheres e as crianças e chamamos a igreja a demonstrar respeito pelas mulheres, cuidado para com as mulheres e crianças marginalizadas de todo o mundo, e defender a santidade da vida humana, desde a concepção até a morte natural.
Estamos conscientes do crescente número de ataques contra Cristãos na Nigéria e Paquistão, Síria e Egito, Sudão e muitos outros países. Enquando nossos irmãos e irmãs estão enfrentando perseguição, devemos todos pressionar os governos e líderes de outras religiões, para que respeitem os direitos humanos, protejam os cristãos de ataques violentos e tomem medidas eficazes para prover liberdade de expressão religiosa para todos.
Conclusão
Estamos conscientes das muitas pressões que as fiéis testemunhas do evangelho sofrem dentro da igreja, mas igualmente conscientes da grande necessidade que o mundo tem de ouvir o evangelho. A necessidade de ter a GFCA  é maior agora do que quando nos reunimos pela primeira vez em Jerusalém em 2008. Acreditamos que o Espírito Santo está nos desafiando e ao resto da Comunhão Anglicana à nos mantermos fiéis à nossa herança bíblica; e a apoiar aqueles que sofrem como resultado da obediência à Cristo;  e a responder às pressões anti-cristãs com uma determinação renovada de difundir o evangelho. A seriedade com que encaramos a nossa missão e a nossa comunhão será refletida na forma como cada uma das igrejas individuais recebam a visão da GAFCON como sua própria visão, e em como damos recursos para o trabalho que a GFCA procura iniciar. Convidamos todos os fiéis anglicanos a aderir à GFCA.
Por último, nos comprometemos a fortalecer nossa comunhão e promover o evangelho.
O Compromisso de Nairobi
Estamos comprometidos com Jesus Cristo como o cabeça da Igreja, a autoridade de sua Palavra e poder do seu evangelho. O Filho perfeitamente nos revela a Deus, ele é o único fundamento de nossa salvação, e ele é a nossa esperança para o futuro. Procuramos honra à ele, caminhar na fé e na obediência aos seus ensinamentos, e glorificá-lo através da nossa proclamação do seu nome.
Portanto, no poder do Espírito Santo —

     1. Novamente nos comprometemos com a Declaração de Jerusalém

    2.Comprometemo-nos a apoiar missão, tanto a nível local como global, incluindo alcançar os muçulmanos.   Comprometemo-nos também a incentivar o treinamento dos leigos em obediência à Grande     comissão para fazer e amadurecer discípulos, com atenção especial ao recrutamento e mobilização dos jovens para o ministério e liderança.
     3. Comprometemo-nos a dar uma maior prioridade para a educação teológica e ajudar uns aos outros a encontrar os recursos necessários. É preciso esclarecer os propósitos da educação teológica, para que os alunos sejam mais bem orientados para ministério, professores sejam bem treinados, e os currículos sejam construídos sobre a fiel leitura das Escrituras.
      4. Comprometemo-nos a defender as verdades essenciais da fé bíblica mesmo quando essa defesa ameaça as estruturas existentes de autoridade humana (Atos 5:29).  Por esta razão, os bispos da GAFCON 2013 resolveram “afirmar e endossar a posição do Conselho dos Primazes em fornecer supervisão nos casos em que as províncias e dioceses que fazem concessões à fé bíblica, incluindo a afirmação de um chamado ao ministério devidamente discernido. Isso pode envolver ordenação e consagração se a situação exigir.”
     5.Comprometemo-nos a apoiar e a defender aqueles que em se firmarem na verdade apostólica são marginalizados ou excluídos da comunhão com outros Anglicanos em suas dioceses. Temos, portanto, reconhecido a Missão Anglicana na Inglaterra (AMiE) como expressão do Anglicanismo autêntico tanto para aqueles que dentro e fora da Igreja da Inglaterra, e congratulamos a intenção deles de nomear um Secretário Geral da AMiE.
      6. Comprometemo-nos a ensinar sobre o bom propósito de Deus para o casamento e para a vida de solteira. O casamento é uma união para toda a vida exclusiva entre um homem e uma mulher. Encorajamos todas as pessoas a trabalhar e orar para a construção e fortalecimento de casamentos e famílias saudáveis. Por essa razão, somos contra a onda secular de ser a favor de coabitações e casamentos  entre pessoas do mesmo sexo.
      7.Comprometemo-nos a trabalhar para a transformação da sociedade através do evangelho. Nós rejeitamos todas as formas de violência, especialmente contra as mulheres e as crianças, vamos trabalhar para fortalecer economicamente todos aqueles que são mais desfavorecidos, e seremos uma voz para os Cristãos perseguidos.
      8.Comprometemo-nos com a continuação da Comunhão Global de Anglicanos Confessantes, GFCA, colocando a membresia, recursos humanos e financeiros em uma nova base. Vamos continuar a trabalhar dentro da Comunhão Anglicana para a sua renovação e reforma.
9. Nós nos comprometemos em reunirmos novamente na próxima GAFCON.

Ora, àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu  poder que atua em nós, a ele seja a glória na Igreja e em Jesus Cristo por todas as gerações, para todo o sempre. Amém. (Efésios 3:20 – 21)
Nairobi, 26 de Outubro de 2013

*Tradução de Fabiana Schimidt

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TEMPO DE PREPARAÇÃO
A primeira parte de nossa campanha de crescimento espiritual “40 dias de Escuta” é um momento de preparação para os demais dias onde estaremos estudando, refletindo e escutando  o que Deus nos diz no evangelho de Marcos e nas 1ª e  2ª. Cartas de Paulo aos Coríntios. Serão quatro dias de preparação até o próximo sábado.Essa primeira parte nos levará a meditar na verdade do evangelho e em nossas vidas como instrumentos dessa verdade. Aplique-se à leitura dos devocionais e esteja pronto pois Deus estará falando e cabe a nós estarmos escutando.
RESUMO DO DIA 1o   4a feira 13 de Fevereiro de 2013 
       Mt 6:1-6, 16:21 ;2 Co 5:20b-6.10

Fé verdadeira, vida verdadeira

O maior ato de fé acontece quando uma pessoa decide que não é Deus
Autor desconhecido

Estamos iniciando nossa caminhada dentro do que se chama “O Sermão do Monte” que compreende os capítulos 5 a 7 do evangelho de Mateus. Quando observado com cuidado se percebe que não há sequer um parágrafo neste texto que não seja uma ênfase no contraste entre uma vida piedosa a Cristo e uma vida que vive justamente o oposto. Jesus como que foge das multidões das cidades e se “retira” .
 A Mensagem do evangelho de hoje se alinha com a epístola de Paulo e segue na mesma direção, a de uma vida pia, santa e honrada para a glória de Deus e apenas para ele. Aqui vamos entrar no campo da sinceridade, da honestidade de uma fé que não está interessada em “se mostrar”, mas sim em mostrar a Glória de Deus. Para John Stott é uma demonstração da religião do cristão que deve se colocar como não hipócrita, mas real.
      O texto está nos mostrando o risco de exercermos uma justiça própria, e isso tem a ver com a maneira prática que exercemos nossa fé em termos de doação, oração e jejum. Tais práticas, recomendadas por Jesus, devem ser sinceras e discretas. Perceba que não é a atitude que Jesus condena, mas a motivação, essa sim ele repreende veementemente.
     Para nós é uma lembrança positiva que nos ajuda a lutar contra o reconhecimento público como primeira opção em nossas vidas e ministérios. Vivemos em tempos onde o que os outros falam às vezes ditam o nosso comportamento e no meio cristão, em momento algum estamos livres desta tentação. Não são poucos os casos de pessoas que vivem uma vida dupla, uma  fé fingida, que “ anunciam com trombetas o que doam”, pronunciam belas orações etimologicamente elaboradas e em tom elevado, “mudam a aparência do rosto” para assim receberem o galardão dos homens. Eu e você sabemos bem o quanto isso é verdade, mas nós não queremos viver assim. Queremos sim viver o que Jesus preconiza a saber, uma vida de intimidade com Deus, no silêncio de nossa alma, na sinceridade de nosso coração e na pureza de nossas intenções. Fuja de tudo que se afastar disso.

    Aqui, talvez mais do que em qualquer outra epístola se faz necessário essa exortação, tanto do evangelho quanto do próprio apóstolo. Se somos embaixadores, representamos alguém e tudo aquilo que esse alguém é. Assim não podemos “receber em vão a graça de Deus”, mas vivermos de acordo com ela  e tudo que ela traz em seu bojo tanto a misericórdia quanto a diligência. A Graça é gratuita, já disse alguém, mas não foi barata.

     O apóstolo vai concluir este texto com uma série de recomendações que ele mesmo coloca como contrário aos que tentam viver a graça em vão. Os substantivos aqui colocados, não são palavras jogadas em um texto por uma pena para completar a página de uma missiva, mas são fruto de um testemunho pessoal de quem nunca viveu a graça em vão.
        Os textos se casam e nos impulsionam a viver uma vida diferenciada, longe de fachadas, distante das máscaras tantas vezes usadas pelas nossas fraquezas, mas a enfrentar e viver o que a nossa fé determina. Talvez hoje você esteja vivendo uma realidade que se encaixe nesse contexto, não se desespere não se puna gratuitamente, não escute as vozes que vem das trevas tentando lhe culpar ou lhe impulsionar a uma solução qualquer que se distancie do que Jesus aprovaria. Apenas foque no coração de Deus, no seu infinito amor, olhe ao seu lado, perceba que muitos de seus irmãos na fé viveram situações semelhantes e conseguiram superar, que a história da fé cristã é escrita com lutas por aqueles que nada têm, mas possuem tudo. Você provavelmente é um desses, nada tem, mas lembre-se que você possui tudo, pois possui um coração que foi alvo da graça e do maior ato de amor que o universo jamais conheceu, Jesus.
Minha Oração
Senhor, esse será um tempo de escuta. Obrigado porque a tua Palavra fala ao meu coração. Que a minha vida, mesmo estando ainda distante do padrão que tu desejas, nunca deixe de ter a mira apontada para a tua excelente vontade e que a cada dia eu possa viver a realidade de uma intimidade contigo. Que meu atos mostrem o que a minha fé afirma, que o meu coração nunca se esqueça de que não tenho nada em mim mesmo, mas tenho tudo em ti. Nesse tempo de escuta, fala, eu estou ouvindo


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