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3 Privilégios e 3 tentações da Liderança Por Rick Warren

 

Você acha que é mais fácil lidar com sucesso ou fracasso? Thomas Caryle uma vez disse, “Para cada cem pessoas que podem lidar com a adversidade há somente uma que pode lidar com a prosperidade.” Acho que a maioria das pessoas não pode ficar no topo. Isso os muda. Na verdade, o sucesso destrói algumas pessoas. Existem vários benefícios legítimos de estar na liderança.
 
ü     Posição — você pode se tornar mais
ü    Poder — você pode fazer mais
ü    Privilégio — você pode ter mais
O esforço extra e o trabalho que você dedica lhe dará mais posição, mais poder e mais privilégios. Com cada um destes vem uma tentação muito grande que pode ser sua ruína como um líder se você usar à toa.
“Então, se você acha que você está permanecendo firme, cuidado para não cair!” I cor 10:12
Vamos olhar para as tentações da liderança, perceba quan do voc|ê ler o jornal hoje. As maiores nações do mundo enfrentam tumulto devido aos abusos de liderança. “O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente.”
Hoje vamos olhar para as tentações da liderança e os antídotos.
1. Você será tentado a abusar de sua posição.
Você já viu alguém conseguir uma promoção no trabalho, e de repente tornam-se um pequeno ditador? Mudaram!. Eles eram pessoas legais até chegarem à promoção. Então de repente começam a tratar todo mundo depreciativamente, fazendo exigências excessivas às pessoas. Demandas irrealistas expondo-as publicamente.
Pastores são pessoas experientes, supervisores, e o pastoreio da igreja está em nossas mãos. Mas isto não é uma desculpa para abusar da influência que temos e explorar as pessoas. Na verdade, a Bíblia é clara que os líderes da igreja serão julgados muito mais duramente por causa de seu potencial para influenciar as pessoas a se mover em direção a Cristo ou para longe dEle.
2. Você será tentado a abusar do seu poder.
Você pode ser um motorista ou um motivador. Os motoristas não têm nenhum apreço pelo povo enquanto motivadores estão constantemente encontrando maneiras para capacitar as pessoas ao seu redor. Seu papel como um Pastor não é para segurar as pessoas e tê-los para lhe servir quando você precisa, mas para elevá-los e equipá-los para servir a Jesus e mudar o mundo. Em outras palavras, o poder que Deus te deu como um lídere não é para seu benefício e sim para os outros.
3. Você será tentado a lucrar com seus privilégios.
Quando o livro “ Uma Vida com Propósitos” se tornou um best seller global, duas coisas entraram em nossas vidas que nunca esperávamos – uma nova influência global e uma nova perspectiva financeira. Kay e eu tinhamos que tomar uma decisão sobre o que faríamos com esses recursos. Decidimos começar o dízimo-reverso. Começamos dando 90% da renda que estávamos recebendo e vivendo com os outros 10%, e parei de ter um salário. Sou o voluntário mais ocupado da Igreja de Saddleback!
Quando você decidir lucrar com os privilégios de sua liderança, você dá às pessoas uma razão para questionar os seus motivos. Isso não significa que pastores não podem ser compensados de forma generosa. Simplesmente significa que temos que verificar os motivos do nosso coração como líderes para evitar qualquer pergunta sobre por que estamos fazendo o que fazemos.
 
 

 
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Uma Inferência Maligna, uma carta se pudesse e chegasse ao Sr. J.R Guzzo




Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno.
Jesus Cristo Mt 6: 37
Inferência. S.F _Consequência, dedução, ilação ou dedução
ma.lig.no adj. 1. Que tem propensão para o mal; mau, maléfico. 2. Danoso, pernicioso, nocivo.
  
Li com calma e atenção para depois digerir com ainda mais calma e mais atenção o artigo do colunista J.R. Guzzo chamado “Pensamento Simples” publicado na revista veja de 07 de Agosto de 2013.
Mais uma vez percebo o quanto Palavras não são apenas palavras ou nada mais que palavras como dizia o personagem hilário de Chico Anísio. Palavras, mais que isso, são poderosas armas que tanto podem ser usadas para o bem como para o mal, para promover a paz ou a guerra e por isso devem ser usadas com cautela e, quando nos couber interpretá-las, com mais cautela ainda.
Sou Bispo Anglicano em Recife, pregador das palavras de Jesus Cristo e depois de mais de 30 anos de vida cristã intensa sei o que se pode fazer com esses vocábulos e como é meticulosa a arte de interpretá-las. Muito se diz das palavras de Jesus Cristo e especialmente do que se conhece como Sermão do Monte. Pois bem, o Sr Guzzo ousou interpretá-las à luz de uma visão jornalística talvez, mas sem o mais raso conhecimento do que estava dizendo proferiu tolices e feriu a mensagem do evangelho.
Não vou citar todo o artigo claro, mas uma particular inferência maligna feita por ele, que distorce as palavras ditas pelo carismático Bispo de Roma, Papa Francisco em recente viagem ao Brasil. Disse o Papa :
“ Se uma pessoa é gay, procura o senhor  e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”
Agora a inferência o Sr. Guzzo: “Mas o que vale, mesmo, é a essência de sua convicção: sim afirmou o papa, a pessoa pode ser gay e cristã ao mesmo tempo. Por que não? É o contrário do que sustenta há séculos a doutrina da igreja, numa resistência teimosa, mesquinha e inútil á liberdade dos costumes no mundo de hoje”
           SrGuzzo, procuro pela afirmação desse papa dizendo o que o sr. Inferiu e não encontro. Quando um cristão diz “quem sou eu para julgar?” ele não está dizendo que concorda com qualquer coisa dita antes, apenas seguindo o que Jesus mesmo disse.. não julgueis para não seres julgados. A palavra original dita aqui como julgar tem a ideia de uma crítica amarga e injustapodendo-se referir a um julgamento divino, o que não temos a capacidade de emitir.
            SrGuzzo, o que o Sr. fez foi inferir e sua inferência se mostrou maligna, não porque o Sr. seja maligno , mas porque a forma como foi dita, tornou-se danosa, pareceu perniciosa e, sem duvida alguma foi nociva ao conceito cristão e ao sentido das palavras do Papa.
            Eu poderia inferir que todos os parlamentares do PT, além de socialistas convictos, são idôneos  porque assinaram o código de ética do Partido dos trabalhadores e sua declaração de princípios. Mas, não foi isso que a história recente no mostrou.
        O Sr, Guzzo disse ainda: “ eis aí o desafio real da igreja católica  de hoje: aceitar como cristã toda pessoa que viva com decência, tenha valores e se comporte segundo um código moral. Está tudo explicado no sermão do monte, o texto mais importante do evangelho”
          Não Sr. Guzzo as coisas não são bem assim. O cristianismo é uma contracultura desde a sua mais remota origem, ele nunca se alinhou com o discurso politicamente correto nem com os costumes de qualquer época. Um cristão é conhecido, não por “se comportar segundo um código moral”, mas por se adequar ao código moral da Bíblia Sagrada. O Código moral de Hamurabi, o mais antigo conhecido dizia “Olho por olho dente por dente” e um cristão, segundo Jesus, deve amar seu inimigo.. Isso dito no mesmo sermão do monte que o senhor novamente, citou. Além disso, existe uma variedade enorme de comportamentos que se encaixam nessa expressão viver com decência.   
           Por fim, o Sr. Se esqueceu de citar também as inúmeras vezes que o Papa citou o valor do casamento heterossexual e a malignidade daqueles que se levantam contra esse padrão. Apenas coloco citação da REVISTALADOA : quando da luta da igreja pela não aprovação da união homo afetiva na Argentina recentemente. 
“Aqui também está a inveja do Demônio, através da qual entrou o pecado no mundo, que de modo arteiro pretende destruir a imagem de Deus: homem e mulher receber o mandato de crescer, multiplicar-se e dominar a terra. Não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política. É a pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo (este é meramente o instrumento), mas de uma “movida” do pai da mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus
            Nenhum cristão tem o direito de julgar quem quer que seja, mas todo cristão tem o dever de ter sua opinião formada e forjada nas palavras da Bíblia.
            Sr Guzzo, Inferir é algo muito arriscado, as Palavras devem ser tratadas com cautela e quando da próxima vez,  tentar interpretar as palavras do Santo Padre ou de qualquer pessoa, seja mais cauteloso.
+Miguel Uchoa
Bispo Anglicano

Recife PE
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Plebiscito, Constituinte… Subterfúgios que invertem o processo democrático.. Puro engodo




Plebiscito, Constituinte…
Subterfúgios que invertem o processo democrático.. 
Puro engodo

Não sou um cientista político, nem articulista dessa área, mas graças a Deus sou um cristão que mesmo nadando em uma contracultura cristã, tenho aprendido que a política é algo que nunca pode se desgarrar de mim sob pena de eu me desgarrar da realidade
O Brasil elegeu mais de seis centenas de parlamentares para legislarem sobre aquilo que é mais importante para a nação. Eles custam uma fortuna para a nação, um dos maiores custos do planeta em se tratando de parlamentares. Eles se colocaram lá com propostas até revolucionárias para a nação, eles são pagos, e bem pagos para fazer isso…
O povo vai para as ruas, os políticos tremem com um gigante que parece, estava adormecido. Acordado, e de fato parece acordou, todos os assuntos são alvo de uma manifestação. 30 pessoas se juntam escrevem cartazes e pronto, está feito o protesto. Pra nós que queremos passar, precisamos mobilidade,  é  verdade incomoda, muitos criticam, acham um absurdo, mas sinceramente entendo como atos de uma demanda extremamente reprimida. Paciência, é o que se tem com uma criança que acorda… assim deve ser.
A PresidentA, aparentemente acordou e chama sua liderança para tomar providencias, os ministérios devem fazer o que está programado… sim, e o que eles estavam fazendo até agora? Uma coisa por certo faziam, CAMPANHA, isso estavam fazendo muito bem, omitindo índices, subestimando a inflação e achando que a gloriosa copa das confederações seria um excelente palanque para 2014, ledo engano, o tiro sai pela culatra e o povo faz com que a presidentA acorde com uma vaia cívica de mais de 70 mil brasileiros. ,
No país do futebol, onde eu mesmo já disse varias vezes e escrevi outras, que temos mais torcedores que patriotas, o patriotismo começa ainda que modestamente, a ressurgir ao ponto de milhões de pessoas dizerem em alto e bom tom que não precisamos de Copa do Mundo, precisamos de hospitais, escolas de qualidade, segurança, transporte publico de qualidade e acima de tudo um país onde nossos legisladores, e governantes sejam simplesmente honestos e a corrupção possa um dia, oxalá em breve, fazer parte da história e assim aniquilada do presente.
Surge a “Brilhante” ideia do plebiscito, se ameaça até convocar um assembleia nacional constituinte! Sinais de que a liderança está perdida, não sabe o que fazer, tenta desviar a atenção do centro da questão… elegemos vocês para governarem bem, vocês disseram que governariam bem, mostraram seus planos e, de alguma, forma aceitamos eles.
Não nos venham encher de responsabilidade nos convocando para uma sugestão de reforma política, como disse um colunista “isso seria como a família  dizer ao médico que remédio deve ser dado ao paciente que está em um UTI”  pura demagogia lançar sobre uma população que lamentavelmente é desinformada, despreparada para isso e para outras coisas, por consequência de uma ausência de educação em uma nação que é a 6ª ou 7ª economia do planeta e que é colocada entre as ultimas posições no mundo nessa área, e que quando mostra melhora se alavanca com o índice do aumento de alunos que ingressam nas escolas, mas que importa ingressar em escolas que nada ensinam.
Diga-se de passagem, toda essa desinformação sempre foi útil ao sistema que parece copiar o que um dia tanto criticou.  Construir estádios de 1,5 bilhões em cidades onde juntando todo o público presente em todos os jogos do campeonato local de todo o ano não conseguiria encher esse mesmo estádio em um só evento, mostra que algo está errado edificando-se ali um templo do nada. Que fique marcado como obra faraônica semelhante aos imensos prédios da Europa oriental que hoje são símbolos de uma visão estatizante ultrapassada e acima de tudo “burra”.
E o mané são aqueles que olham para este templo e se orgulham e não aquele, o das pernas tortas que encantou o mundo com seus dribles fantásticos. Isso mostra que é insensatez achar que o povo poderia ser enganado e não perceberia isso.
Como disse um ministro do TSE … o executivo não tem papel nesta matéria.. , chamar plebiscito, mas ela joga a bola para o congresso sabendo muito bem o congresso que tem, sabe que o que ela diz é matéria praticamente aprovada, especialmente quando se trata de interesses que vão além do Estado
Por isso que não sou eu quem está dizendo que plebiscito é golpe, golpe estratégico, populista, é jogar para a torcida a responsabilidade de escalar o time. E, se a presidentA disse que o padrão do governo dela é padrão Felipão, então escale ela o time, dirija a nação, lidere sua equipe, limpe tudo isso porque se Felipão escutasse a torcida, esse caneco conquistado domingo provavelmente estaria nas mãos de outros.
Já se percebeu que o segundo palanque montado para 2014 não será nem delA , nem de quem quer que seja, esse será o palanque do povo brasileiro que vai escrever a história eletronicamente, nas urnas.      

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Um misto de tristeza e alegria

Chore pelo Brasil
Pelos governantes que tem tido
Pelos legisladores que tem escolhido
Pelos aproveitadores que tem aparecido
Pelos males que tem sofrido

Mas alegre-se

Pelo despertar que tem acontecido
Pela oportunidade que tem aparecido
Pela mudança de atitude de uma geração que parecia ter tudo esquecido
Pelo governo e pelo congresso, que agora sabem que existe um povo estarrecido e ativo
Pelas eleições que se aproximam e que nas urnas vão mostrar que o povo É o partido

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IMPRENSA LIVRE? ISSO SIGNIFICA DIZER O QUE QUER?

Blog do Reinaldo Azevedo 

Revista Veja


Amplos setores da imprensa tentaram cassar dos evangélicos o direito de dizer “não” Agrediram os fatos, a democracia e os seus leitores.

A grande imprensa brasileira, com as exceções costumeiras, escreveu um capítulo vergonhoso de sua história na quarta-feira. Cerca de 70 mil pessoas — segundo estimativas da Polícia Militar do Distrito Federal (nesta sexta, publicarei um vídeo; aguardem um pouco) — participaram de uma manifestação em Brasília em defesa da liberdade de expressão, da liberdade religiosa, da família tradicional e da vida (leia-se: contra o aborto). Num dia útil, certamente arcando com o custo de faltar ao trabalho — ninguém ali tinha o “ponto” abonado nem estava sendo pago por partido —, milhares de pessoas atenderam à convocação de diversas denominações cristãs para expressar o seu ponto de vista sobre temas que estão em debate na sociedade e que são do interesse dos brasileiros. Não obstante, aquelas 70 mil pessoas foram praticamente ignoradas pelo jornalismo. A IRONIA: UMA DAS PALAVRAS DE ORDEM DA CONCENTRAÇÃO ERA ESTA: CONTRA O CONTROLE DA MÍDIA.

Reproduzo palavras do pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do evento:

“Senhores da imprensa, nós, que somos chamados de fundamentalistas, queremos uma imprensa livre até para falar mal de nós. Nós não queremos cercear imprensa, não. Agora, eu fico vendo esses esquerdopatas, que querem o controle da mídia para controlar o conteúdo… Eles estão pensando que o Brasil é Nicarágua, Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina. Aqui, não! Imprensa livre, sempre livre!”

Não saiu praticamente uma linha do que disse Malafaia sobre o assunto. Também se omitiram as críticas muito duras que ele fez aos mensaleiros (voltarei a tratar do assunto em outro post). Setenta mil pessoas pediram em coro cadeia para a quadrilha — enquanto Luís Roberto Barroso, na CCJ do Senado, dizia que o STF foi muito duro com aqueles patriotas. E também isso se omitiu. Publicarei, reitero, um vídeo com trechos da fala de Malafaia (a integra de sua intervenção estáaqui).

Houve coisa pior do que omissão: uma reportagem do Estadão Online atribuiu ao pastor o que ele não disse, a saber: que união homoafetiva é crime. Não falou isso. Afirmou outra coisa: que não aceitava que sua opinião, que é contrária, fosse criminalizada, como faz o PLC 122.

Não há por que omitir os fatos. É evidente que uma concentração que tinha na sua pauta, também, a defesa da família tradicional (homem, mulher e sua prole) opõe-se ao casamento e ao ativismo gays. E isso foi dito lá de maneira clara e inequívoca. Era um aspecto importante do protesto, mas era um deles. Não é menos evidente que a esmagadora maioria da imprensa considera essa opinião “conservadora”, “reacionária”, “atrasada” — escolham aí o adjetivo. O mesmo se diga sobre o aborto, duramente atacado no evento. Eis outro item da pauta dita “progressista” — nunca ninguém conseguiu me explicar por que o mundo e a moral progridem com a morte de fetos…
A imprensa — ou “as imprensas” — tenha a agenda que quiser! Como afirmou o pastor, que ela seja livre até para falar mal das opiniões e das pessoas da praça. Mas omitir??? Fazer de conta, como se fez, que a coisa não estava acontecendo??? Tratar a concentração como se estivesse um curso um evento corriqueiro, sem importância? Só não acho que ficou caracterizada a “censura” porque considero que a palavra cabe quando a interdição é aplicada pelo Estado. Mas se trata, sim, de um ânimo censor, que agride a essência do jornalismo.

Estaremos, agora, diante de um novo paradigma, que consistirá em esconder aquilo de que se discorda? Qual é a medida? Se 500 marcham nas ruas em defesa da maconha, a foto vai parar nas primeiras páginas — afinal, é a “pauta progressista”. Se 70 mil fazem um coro contra a descriminação das drogas — e isso também ocorreu —, faz-se de conta que nada aconteceu?
Pois é… Volta e meia, José Dirceu, o chefe de quadrilha do mensalão — até, ao menos, que eventuais e ilegais embargos infringentes não livrem a sua cara —, manda alguém escrever lá no seu blog um ataque qualquer à imprensa, pedindo o “controle da mídia”. Por incrível que pareça, a mídia que ele quer controlar se encarrega de reproduzir suas cretinices. Afinal, disse-me outro dia alguém, a imprensa tem de fazer isso para demonstrar que é isenta e não tem preconceitos…
Ah, bom! Agora entendi! Para mostrar que é isenta e não tem preconceitos, até os ataques de Dirceu à liberdade de expressão são… livremente expressos! Mas os 70 mil da praça, que falaram EM DEFESA da liberdade de expressão, ah, esses foram tratados com menoscabo ou com desrespeito mesmo: “Afinal, não pensam o que pensamos; têm uma pauta reacionária…”.

O que pretende para si mesma a imprensa que age desse modo? Digam-me cá: os 70 mil que foram para a praça, numa quarta-feira gorda, tinham sido convocados por quem? Pelos jornais, TVs e sites noticiosos já tradicionais? Acho que não! As igrejas evangélicas têm seus próprios sistemas de comunicação e não dependem da boa vontade de estranhos para existir. Tratou-se de uma omissão vergonhosa, constrangedora. E, claro, havia jornalistas em penca lá.
Essência da democracia


A essência da democracia é o dissenso. O papel da imprensa não é exercer uma censura informal sobre a diversidade de opiniões. Ao contrário. Converter o espaço noticioso em área de militância é um comportamento fascistoide, que agride o fundamento da pluralidade e da liberdade.


Faltassem-nos exemplos, deveríamos olhar para o governo de Barack Obama, nos EUA. Em nome das liberdades civis que estariam ameaçadas no governo Bush; em nome da pluralidade, que estaria sendo agredida pelos supostos fundamentalistas de Bush; em nome da, santo Deus!, da diversidade, à qual os republicanos de Bush seriam hostis, ONGs, movimentos sociais, imprensa, academia, intelectuais etc. se juntaram num grande coro de adoração ao candidato e depois presidente da República e à sua agenda progressista.

Quis o destino — que, para mim, sempre foi a lógica dos fatos — que aquele grande progressista liderasse o governo que montou o mais amplo, profundo e nefasto sistema de espionagem no país, que inclui a perseguição a adversários por organismos do estado e a invasão do sigilo de jornalistas.

A liberdade é e será sempre o direito de divergir. Infelizmente, amplos setores da imprensa tentaram cassar dos evangélicos esse direito. Para estes, a agressão foi irrelevante porque, reitero, não dependem dessa visibilidade para existir. Para o jornalismo, no entanto, a coisa é séria: há o risco de que o paradigma da pluralidade esteja se perdendo. Os cristãos, sempre que julgarem necessário, voltarão às praças. Espero que essa imprensa de agenda tenha como voltar a seus leitores.


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O Ser Carismático

Estamos ministrando na nossa comunidade, a PAES, e também em outras comunidades da Diocese do Recife, uma série de mensagens que se chama “Vivendo o Sobrenatural”. Me ocorre refletir nesse sentido sobre algo que muito se fala, mas pouco se reflete de fato.Em minha caminhada Cristã, acabei por me filiar ou mesmo representar algumas organizações cristãs. Sou ligado a algumas agencias cristãs de orientação carismática dentro da Comunhão das Igrejas Anglicanas. Mas o que isso significa? O que quer dizer ser um carismático?
Lamentavelmente, gostando ou não somos identificados por rótulos. Não aprecio isso, mas não me iludo em pensar que é possível fugir totalmente deles. A palavra “Carismático” é um destes rótulos que insiste em taxar o que somos. Mas na realidade o que isso tenta dizer ?
A Teologia Paulina é quem traz ênfase a esta palavra grega charisma e suas derivações. A rotulação dada nos dias de hoje, foge bastante ao sentido original da palavra  A rigor, Toda igreja tem que ser carismática!!! Afirmar isso pode soar como intolerância, desejo de predominar uma visão, mas na realidade é a mais pura das verdades. Vejamos se não é assim:
A palavra grega Charis , encontrada quase que exclusivamente nos escritos Paulinos, sendo a exceção o texto de 1 Pe 4:10, traz a idéia de algo doado por Deus, um dom da graça, dom este, que é a única maneira de capacitar alguém em sua individualidade (1Co 7:7) para o serviço na igreja do Senhor. Quando afirmamos que toda igreja e todo cristão deve ser carismático, estamos apenas afirmando que, em ultima análise, não podemos construir a obra de Deus, com nossos próprios punhos , sob a perspectiva de nossos projetos pessoais, sob o comando de nosso coração, que a própria Escritura diz ser um perigo (Pv 16:9).
O ser carismático, vai além, muito além de um rótulo , de um movimento ou mesmo de denominações cristãs. Qual a igreja, qual o cristão, qual a agencia missionária ou instituição que afirme fazer a obra de Deus que possa dizer, “não somos carismáticos!” ou mesmo “somos carismáticos” ?  O que é que julga este termo ?
O ser carismático, é julgado pela exclusiva dependência de Deus, de colocar a vontade do Senhor adiante de nós e nunca sermos os seus batedores, a isso chamamos de inversão dos valores bíblicos. Deus está adiante e, se Ele quiser faremos isso ou aquilo Tg 4:13.
    O ser carismático, anda na humildade. Antes da ruína eleva-se o coração do homem; e adiante da honra vai a humildade Pv 18:12. Igrejas , líderes, ministros… tem caído pela ausência do ser carismático, pela ausência da dependência de Deus. Minha geração viu e continua vendo a deformação do ser carismático, a transformação de algo que é a pura essência, em uma plaqueta, um rótulo, em letras que não mais identificam o que suas raízes etimológicas um dia tentaram mostrar.
Cargos, funções, posições, ministérios, episcopados, sacerdócio…nada disso tem valor, sob o ponto de vista bíblico se o charisma não estiver por traz e o poder não estiver submisso a este charisma. Leonardo Boff dissertou bem sobre esta inversão na década de 80 com seu “revolucionário” Igreja carisma e poder
Nestes últimos anos vi a firmeza de alguns de meus ícones, aqueles que entenderam o Ser Carismático, que compreenderam a distancia do rótulo e da essência. Estes permanecem firmes e inabaláveis. Ao mesmo tempo vi a queda de outros que antes sacudiam auditórios lotados, cruzaram este país e o mundo animando a igreja do Senhor , mas que pela ausência do Ser Carismático  sucumbiram às propostas do poder, cederam ao elevar-se do coraçãoe trilharam por projetos simplesmente humanos…
A cada dia, precisamos entender mais o Ser Carismático
A cada dia precisamos nos tornar mais Carismáticos, sem rótulos, pela essência

Miguel Uchôa  
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Carta Aberta

Aos fiéis em Cristo de todos os ramos imperfeitos da Igreja Cristã
Graça e Paz
De muito tempo questiono alguns aspectos que, para alguns, se tornaram “vacas sagradas”. Eu explico, certa vez questionei a questão da sucessão apostólica, perguntei se ela estava vinculada à fidelidade ao rito, à imposição de mãos em si, ou à fidelidade ao ensino apostólico, que apenas em conjunto com o rito, seja ele alto ou baixo, e, com a imposição de mãos por seguidores do ensino apostólico, poderá ser considerada uma genuína sucessão apostólica.
Recentemente uma igreja de governo episcopal no Brasil, lançou uma carta aberta qualificando quem respondia pela Igreja Anglicana no Brasil, e assim, desqualificando um largo grupo de igrejas que tinham em seus nomes o termo anglicano ou episcopal. Não conheço a maioria delas e por isso não as julgo. Dizia a citada carta aberta, que essas igrejas, e listou 24 delas, não possuíam vínculo com a Sé de Cantuária , Conferência de Lambeth,  Conselho Consultivo Anglicano e o Encontro dos Primazes. Tão pouco mantém qualquer relação com a Igreja da Inglaterra.
Lembrou ainda a referida carta que, no Brasil, a Comunhão Anglicana é representada oficialmente por aquela que escrevia a carta e que aquelas outras 24 igrejas por ela “ditas anglicanas” não tinham relações ecumênicas  nacionais e internacionais  com uma série de entidades.
          Como sou Bispo Diocesano da Igreja Anglicana-Diocese do Recife, eleito legal e canonicamente, registrado em cartório, Sagrado pela imposição de mãos de 7 bispos Legitimamente anglicanos, sucessores dos apóstolos e de todas as suas doutrinas , pensamentos e visão, cumprindo o ordinal anglicano histórico, respaldado por um conselho de 12 legítimos arcebispos e primazes das principais províncias anglicanas do globo, aquelas que mais tem defendido a doutrina apostólica, aquelas que mais tem levado pessoas a Cristo, aquelas que mais tem crescido e se expandido neste mundo, aquelas que mais tem guardado o fiel depósito de fé cristã e apostólica e que juntas representam hoje a maioria de toda a membresia da Comunhão Anglicana.
          Lidero 65 pastores e pastoras que representam hoje 45 congregações com alguns milhares de membros. Sou Reitor de uma das mais dinâmicas Igrejas Anglicanas das Américas. Como Igreja Diocese somos membros fundadores da Aliança Cristã Evangélica, da Fellowship of the Confessing Anglicans, e do GAFCON. Somos supervisionados pastoralmente pelo arcebispo da Igreja Anglicana do Cone Sul e da ACNA, Igreja Anglicana da América do Norte, mantemos relacionamento com entidades e agencias anglicanas como Church Missionary Society (CMS), Society of Missionaries and Senders (SAMS USA), South American Missionariy Society (SAMS Ireland), Church Mission among the Jews (CMJ) a instituição missionária anglicana mais antiga no Oriente Médio, Anglican Maistream e mais conselhos de pastores, grupos nacionais e internacionais, recebemos e, enviamos missionários para igrejas e dioceses anglicanas e não anglicanas… preciso dizer algo
          Sim, de fato aquela igreja de governo Episcopal no Brasil, está certa, não temos comunhão com esse restante da Comunhão Anglicana e com outros grupos que, não confessam a totalidade da fé apostólica, que enxergam os credos e as declarações de fé da igreja assim como os 39 artigos de religião apenas como documentos históricos sem força de doutrina ou prática de fé, que veem a Bíblia como um dos muitos livros sagrados, que conseguiram destruir o conceito bíblico judaico/cristão milenar de família e casamento, que homologam e defendem a normalidade das relações homo afetivas, que entendem Jesus apenas como um caminho a Deus assim como tantos outros. Fomos nós mesmos que fizemos questão de declarar o nosso não alinhamento com essas correntes Anglicanas há quase uma década.
Sendo assim, mais uma vez, declaramos nessa Carta também Aberta que somos crentes em Jesus Cristo, que O confessamos como único e suficiente salvador, que aguardamos a sua vinda em glória e que, enquanto isso não acontece, seguimos procurando obedecer seu mandato deixado claro e mais explicitamente em Mt 28: 18-20, que cremos na Bíblia como Palavra Revelada de Deus e única regra de fé e prática.
De fato, não temos assento na Conferência de Lambeth ou no Conselho Consultivo Anglicano, sequer no Encontro dos Primazes e não mantemos uma relação oficial com a Igreja da Inglaterra ou com a Sé de Cantuária, temos sido escutados por eles eventualmente recebidos. Mas nem por isso, deixamos de ser Anglicanos.
Assim, como disse um dia o Bispo Robinson Cavalcanti, não queremos ser Anglicanos, Já o somos! E, como seu sucessor apostólico, complemento, nos apraz sermos Cristãos, Evangélicos necessariamente nessa ordem e depois Anglicanos,  ligados a esse modo de ser cristão que há muito, já deixou de lado suas fronteiras e que não possui marca registrada senão o depósito, apostólico.
Assim, continuamos nossa missão, mas sempre orando para que a Comunhão Anglicana possa ainda viver o melhor de seus tempos, porque cremos sempre que o melhor de Deus ainda está por vir.
Recife, 26 de Maio de 2013
                   
          +Miguel Uchôa
            Bispo Anglicano
  Recife
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Pentecostes, clama por uma igreja inquieta!

Estamos no aproximando do domingo de Pentecostes quando celebraremos a vinda da promessa de Jesus sobre a nossas vidas. Domingo celebramos o alavancar da Igreja como uma instituição missionária na sua essência. Se a igreja não é missionária, ela não é igreja. A sua missão é tão ampla como ampla é a misericórdia de Deus, mas pode ser resumida numa frase se desejarmos, dizendo a missão primordial da igreja é evangelizar!

Evangelização em um sentido amplo e verdadeiro significa levar as Boas Novas do reino de Deus a todos quanto possamos de todas as formas que pudermos, em todos os lugares que conseguirmos e, por todos os meios que dispusermos.  Nisso se resume ser igreja.

Pentecostes celebra a nossa capacitação para realizarmos essa tarefa. “Desde aquele dia os discípulos de Jesus, acanhados, temerosos pelo poder de Roma e a perseguição que já se implantava, saiu das casas, das cavernas, da “clandestinidade” e foi para as praças, ruas, campos, cidades, obedecendo ao mandato” Jerusalém, Judeia, Samaria e …os confins da terra!

Para nós ser igreja missionária significará apresentar essas boas novas de amor, de paz, de justiça, de verdade, em uma sociedade que se corrompe, perde seus valores, ama as coisas, usa as pessoas e, aonde a verdade vem sendo torcida às vezes de maneira tão sutil que quando percebemos estamos envolvidos pela mentira que eu prefiro chamar de “anti-verdade”, pois não somente mente, mas combate a verdade.

Assistindo a um programa na Rede Pública de TV onde se falava da União homo afetiva e a sua legalização em todo pais que aconteceu esta semana, prestei bem atenção ao debate e até contribui, via e mail, mas no final, percebi que a TV pública, fazendo o que se tem feito confundindo Estado Laico com Estado Ateu, colocou no ar um programa, com debatedores todos a favor dessa nova e ultra pós-moderna instituição. Exercendo meu direito de cidadão escrevi para a emissora dizendo que como emissora pública e em um estado democrático de direito, ela deveria agora promover um programa com o mesmo tema e dando a oportunidade dos líderes cristãos se posicionarem e terem a chance de se defender das acusações de atrasados e fundamentalistas que, naquele mesmo programa tinha acontecido. Aguardo a resposta com certa ansiedade.

O poder para anunciar as boas novas nos faz profetas desse tempo, inconformados nos moldes de Romanos 12, imbatíveis nos moldes de 2º Coríntios 4, esperançosos nos moldes  de apocalipse 3 à igreja em  Filadélfia e perseverantes inspirados , impulsionados pelas palavras de Jesus em Mateus 10:22

Igreja do senhor, não se cale, não se intimide não aceite a opressão do mal que está sobre este tempo, que se expressa nas abissais diferenças sociais que ainda perduram em nossa nação, no atraso de nossa infraestrutura que fica à deriva literalmente enquanto nossos governantes trabalham muito em suas campanhas eleitorais. Nossa nação é uma nação injusta, nosso Deus é um Deus de justiça e não compartilha disso. Colocamo-nos entre as piores do mundo nos índices de educação. Recentemente, Nov. 2012, em pesquisa feita pela Pearson, oindicador  batizado de  Índice Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Educacionais colocou o Brasil em 39º lugar entre 40 nações pesquisadas, apenas a Indonésia estava atrás desse Gigante pela própria natureza.

Nós não precisamos viver isso, existe riqueza suficiente para mudar esse quadro, mas grande parte dela se perde entre os dedos pela corrupção. Somente em 2011 dados mostram que cerca de 85 Bilhões de reais se perderam nessa atividade pecaminosa que drena as riquezas desse nosso país como uma hemorragia vai tirando a vida de um ser. Esses recursos poderiam estar sendo direcionados a uma educação de melhor qualidade, a um sistema de saúde menos injusto que tortura as pessoas para conseguirem um atendimento. 

Aos governantes que não lerão esta carta, cabe a palavra da sabedoria dos provérbios “O rei, que julga os pobres conforme a verdade firmará o seu trono para sempre. Pv 29:14”, quem sabe sabendo disso teriam mais sabedoria?

Pentecostes clama por uma igreja missionária, que se expande que anuncia a salvação do mundo, que insiste em Jesus como único e suficiente salvador. Pentecostes deve nos deixar inquietos como uma criança, que cheia de energia é colocada sentada sem o direito de se movimentar, a igreja tem a “energia” do espírito Santo, poder do Alto, e se não estiver inquieta, anelando por usar esse poder para o crescimento do Reino de Deus e a maior Glória do senhor, é porque ainda não compreendeu o seu propósito.

A nós, cristãos, cabe a certeza de que o mesmo Espírito que veio em poder no dia de pentecostes, continua entre nós e o mesmo poder disponível para todos nós, apenas creia.

 +Miguel Uchôa

 

 

 
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20 anos servindo na causa, um Tributo

 E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros. 2Tm 2:2
Hoje eu acordei e, como sempre em minha primeira oração agradeci a Deus. Mas hoje havia algo mais, os 20 anos de ministério ordenado. Feito isso,  decidi ligar para duas pessoas que foram de muita relevância em minha vida e, especialmente em minha caminhada cristã e ministerial.  Liguei para o Bispo Paulo Garcia para apenas e em poucas palavras dizer obrigado por ter me apoiado, e me protegido, acreditando em meu potencial quando muitos deram as costas para mim, dentre esses, um bom número por pura conveniência.

Meu agradecimento não foi por outra coisa senão porque ele acreditou que eu poderia desenvolver um ministério e ser usado por Deus. Claro fez isso, abrindo algumas importantes portas, me introduzindo em ministérios e me lançando em um mãos à obra que muito me fez bem. Foi ele, que pela primeira vez me chamou publicamente de pastor, mesmo quando eu sequer era reconhecido na minha denominação como seminarista por defender a ortodoxia bíblia, a mesma que defendo até hoje. Foi com ele que fui pastor pela primeira vez. Foi ele quem me confiou a juventude de sua igreja acreditando na proposta que fiz de criar, junto com minha esposa Valéria, um programa de discipulado que, depois , veio a impactar toda uma geração daquela igreja.

Se você é um líder, pastor, coordenador, gestor de pessoas, esteja atento naquela massa de pessoas que às vezes parece não haver individualidade, provavelmente está alguém, ou algumas pessoas que poderão ser multiplicadoras de sua visão, apenas busque com cuidado, observe e, invista naqueles(as) que você percebe há potencial. Problemas? Claro que você terá, nunca esqueça que você está tratando com seres humanos e todas as suas idiossincrasias. Mas vale a pena investir! Pastor olhe em sua volta, olhe entre os seus jovens…

Quando liguei, ele estava celebrando o nascimento de mais um neto, e esse por coincidência recebeu o nome de Miguel. Lembramos um pouco de muitos momentos e rimos, porque quem é feliz e resolvido sabe rir de sua própria experiência , ao mesmo tempo que sabe aprender com ela.

Desligado o telefone, ligo para o Rio de Janeiro em busca da outra relevante pessoa em minha vida e ministério. Do outro lado escuto um Hello inglês, mas que logo se converteu em um sorriso alegre recheado por sentimentos saudosos de um tempo que foi usado por Deus para escrever uma história de minha vida e de muitos outros jovens. Meu bispo Sherril , disse eu… quem é? Sou eu Miguel… estou lhe ligando para agradecer porque o senhor acreditou em minha vida e me apoiou em minha caminhada ao ministério ordenado. São 20 anos hoje bispo…. já faz tudo isso Miguel!!!

Esse homem, Bispo Anglicano, pregador em minha ordenação diaconal, usou de seu tempo e ministério entre nós para investir em relacionamentos de amor e sinceridade. Um mentor que de maneira privilegiada eu tive, um conselheiro que me disse coisas que uso e pratico até os dias de hoje.

Nas nossas pequenas reuniões de jovens em boa viagem, lá estava ele, sentado, ministrando, orando, dando opiniões para um público de jovens apaixonados por Jesus. Com ele aprendi sobre a pessoa do Espírito Santo, com ele aprendi a respeitar as diferenças, com ele aprendi sobre as limitações da igreja e a importância de estabelecermos um olhar para o futuro…Tanto aprendi com o sr. Bispo coisas que guardo e as pratico até, hoje, disse eu. Ele me respondeu com seu jeito particular de ser “Miguel, você trouxe luz ao meu dia hoje” e eu pensei e o Sr. bispo, trouxe um farol que me ilumina ´sempre, o farol do discernimento de Deus.

Líder, pastor… investir em jovens tem como sinônimo conviver com eles, esteja com eles, apoie suas ideias, mesmo que as vezes possa parecer estranho ou desconfortável. Um dia, em um outro contexto ele me disse “ O Senhor ainda lhe fará bispo nessa igreja”

A 3ª pessoa que gostaria de ter podido ligar hoje, não está mais entre nós, sua vida foi tragada pela ação do maligno de maneira trágica e incompreensível aos nossos olhos. Ele se chamava Robinson Cavalcanti. foi ele quem me apresentou ao bispo n min há ordenação presbiteral. Da mesma forma que os dois que o antecederam nessas linhas, foi alguém que não somente acreditou em mim e em meu potencial, mas que me lançou no mundo anglicano internacional e com quem aprendi a combatividade pelas nobres causas. Em uma dedicatória de seu livro Igreja agente de transformação ele escreveu profeticamente “ Ao Rev Miguel Uchôa”  quando eu ainda sofria as perseguições que apontavam para minha ordenação como algo pouco provável em qualquer tempo.

Bispo, o senhor não está mais aqui, mas se estivesse provavelmente diria, parabéns siga adiante, porque ninguém detém é obra santa!

Hoje, sou bispo anglicano há exatos 5 meses, supervisiono 60 pastores e pastoras e quase 50 comunidades, sou Reitor da PAES ( Paróquia Anglicana Espírito Santo) , uma igreja atuante com cerca de 1300 pessoas ou mais, Presido o conselho uma ONG Cristã que trabalha com Crianças em situação de risco, sou do conselho da Casa da Esperança uma outra ONG que é ligada a nossa paróquia e que alcança centenas de crianças na Comunidade das Carolinas em Candeias Jaboatão PE, faço parte da diretoria do conselho de pastores de minha cidade e atuo dentro de todas as minhas possibilidades para construir uma igreja sólida na Palavra de Deus, mas contemporânea, que fale a linguagem da sociedade e que parta em seu socorro agindo para, de alguma forma,  transformá-la.

Pastor(a), líder invista em vidas. O maior fracasso do líder está no fato de ele deixar seu “grande ministério” sem qualquer perspectiva de que alguém, gerado por ele, possuindo seu DNA, esteja a ponto de se envolver

Não poderia ligar para todos aqueles (as) que tanto me apoiaram nessa caminhada. Sou grato à Igreja de Jesus Cristo pela graça de me permitir servir com meus talentos disponibilizando-os para a edificação da Igreja.

Agora, 07 de Maio de 2013 já faz parte do passado e assim , como sempre digo, é uma roupa velha que não se veste mais.

Sigo adiante, na certeza de que ainda não encontrei tudo, mas também convicto que estou na direção certa.

Miguel Uchôa
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Domingo de Páscoa 47o Dia de Escuta

Há Esperança
Jo 20:1-18;1 Co 15:19-26
Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar
a aurora de uma grande realização.
Rev Martin Luther King Jr 
Hoje é o grande dia da fé cristã, nesse dia está representada toda nossa esperança, o dia em que o ultimo inimigo foi vencido, a morte. Jesus triunfou sobre ela, abrindo todas as possibilidades àqueles que creem no seu nome. A profecia de Isaias aponta para a esperança Criarei novos céus e nova terra, e as coisas passadas não serão lembradas. Jamais virão à mente! Is 65:17ª
O Senhor detalha a Nova Jerusalém e mostra que a paz reinará com a vinda do salvador, o messias esperado. O tempo da prosperidade de Israel. O apóstolo Paulo escrevendo e esclarecendo aos coríntios tenta desmistificar a ideia de que não há ressurreição dos mortos e afirma que, se de fato não houver, somos os mais dignos de compaixão. A ressurreição é a esperança da fé cristã. O Evangelho de hoje mostra as mulheres perplexas diante do túmulo vazio e dão de encontro com os anjos reluzentes mostrando a elas o que havia acontecido, levando-as a lembrar de que Jesus havia previsto isso, ele disse que voltaria da morte, que venceria o ultimo inimigo.
Hoje estamos, portanto, celebrando a mais completa expressão do amor de Deus por nós, a saber, a derrota da morte. Todo aquele que crê, não morrerá, mas viverá eternamente diz o Senhor. Hoje celebramos a esperança e a fé cristã é pautada nessa palavra esperança, Paulo se dirige aos romanos dizendo “o Deus da esperança…”.
E hoje, eu e você podemos ter esperança, podemos olhar adiante e perceber que o túnel da desilusão, o túnel da tristeza, o túnel da morte não está escuro nem tem apenas uma luz em seu final, ele está totalmente iluminado pela presença de Jesus ressurreto em nosso meio. Como diz o cântico antigo:
Porque ele vive posso crer no amanhã,
Porque ele vive temor não há,
Mas eu bem sei, eu sei que a minha vida,
Está nas mãos do meu Jesus que vivo está
Toda a Escritura é voltada para este dia, as profecias anunciavam, Jesus anunciou, o Evangelho registrou e a história confirmou, ele voltou das trevas da morte para trazer a esperança para cada um de nós. Talvez você tenha motivos aparentes para estar em desesperança, talvez sua situação financeira, familiar, profissional, não esteja indo muito bem, mas esteja atento, Deus lhe mostrará um caminho, caminho que lhe levará a um túnel iluminado e você perceberá que o ditado que diz que “ a esperança é a ultima que morre” não encontra eco na fé cristã porque para um cristão, a esperança simplesmente não morre.
 
Minha Oração
 
Senhor, obrigado por ter me permitido esse tempo de escuta e por terminar esse período escutando o teu Grito de vitória, o ultimo inimigo foi vencido. Aleluia!
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Sábado 46o Dia de Escuta

Onde estás?
Jo 19:38-42;Hb4:1-16
As Batalhas são ganhas na vésperas
Marechal Foch
Chegamos finalmente ao ultimo dia dessa semana, não foi fácil acompanhar Jesus em sua trajetória até a cruz. Vimos seu sofrimento e dor, mas também aprendemos bastante e escutamos muitas vezes Deus falando claramente aos nossos corações. Hoje é um dia de silêncio e meditação, Jesus está morto, seus discípulos estão escondidos, amedrontados e os Líderes religiosos estão atentos a qualquer movimento. Mandam guardar o túmulo, desconfiam de tudo que possa perturbar seus planos de sepultar definitivamente Jesus e toda a sua mensagem.  Agem como se alguém pudesse deter o Deus de todo o universo em seus intentos. As trevas estavam festejando, o diabo se dava por vitorioso, mas eles não sabiam que o jogo nunca está ganho até que o juiz apite o seu final. E o Juiz aqui é a maior autoridade em todas as áreas. Ele tem seus planos.
O evangelho narra que dois judeus proeminentes se movimentam para providenciar o sepultamento de Jesus. José de Arimatéia e Nicodemus crerão em Jesus durante seu ministério, mas ambos ainda andavam  as escondidas como discípulos, era difícil explicar isso aos lideres judeus. Crer naquele que estava sendo amaldiçoado por eles. Mas mesmo assim eles se fazem presentes nesse momento e depois provavelmente foram seguidores fiéis. Ninguém passa por algo assim e segue da mesma forma. Essa experiência , com certeza, fortaleceu a fé desses homens.
O sábado santo, não foi um dia fácil assim como não é fácil seguir a Jesus em qualquer tempo. O exemplo dos discípulos no caminho de Emaús mostra o quão desesperados eles estavam, havia um sentimento de derrota entre eles, o que fazer? Como agir agora? Eles não enxergavam as promessas que haviam sido feitas por Jesus, as palavras onde ele mostrou que assim seria, seus olhos se fecharam ao desespero de ver seu Senhor cravado naquela cruz entre os assassinos e humilhado daquela forma.
Com uma certa frequência somos tentados a ver a derrota como algo muito mais provável do que a vitória e , como equipe que joga no campo dos outros, um empate já parece nos satisfazer. Mas não há empate com aqueles que servem a Deus, não há nenhuma possibilidade de estarmos de cabeça baixa quando nosso Deus está conosco. Hoje e um dia triste sim, de certa forma  é um dia de luto, mas perceba o texto aos hebreus e como o autor coloca a perspectiva divina de sucesso. Pode parecer até uma derrota, pode se assemelhar a tristeza, mas diante de todo desencanto a palavra vem como luz em meio as trevas de nosso coração não pensem vocês que falharam Isso tudo faz parte da pregação das Boas Novas. Como diz o salmista: o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã
Tire mais essa lição hoje, nunca esmoreça porque as vezes as coisas podem parecer como um sábado desses, mas tenha certeza que pela manhã você terá novidades. A luz vai brilhar nas trevas, sempre.
 
Minha Oração
Jesus, não consigo te enxergar, onde estás? Ou melhor Senhor, me mostra onde estou eu que não consigo te perceber. Me ajude a ver que existe uma luz
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