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Traveling in London

Ele veio, Ele vive, Ele voltará

 

Chegamos ao Advento. É hora de celebrarmos mais uma vez a chegada do Salvador

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O justo viverá pela fé (3)

A Reforma Protestante e a Igreja Evangélica brasileira

A Igreja Evangélica brasileira lembra um caleidoscópio eclesiástico do tipo que, quanto mais se mexe, mais suas cores mudam e uma nova configuração surge. Não sou defensor da uniformidade. Sou Bispo Anglicano e minha denominação já me dá um pano de fundo de diversidade com a qual convivo e que creio ser salutar. Enquanto celebramos 500 anos da Reforma Protestante, precisamos por sobre este tempo um olhar que seja de celebração e que, ao mesmo tempo, seja autocrítico. Quando em 31 de outubro de 1517, o monge Matinho Lutero afixou 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg, não fazia ideia de onde chegaria. Sua intenção mais sincera era restaurar a igreja e mantê-la Una, Santa, Católica e Apostólica. Não imaginava ele que aquele ato seria a causa da formação de tantas igrejas independentes e especialmente que geraria esse caleidoscópio eclesiástico de matiz eventualmente protestante. A Reforma deixou alguns postulados inegociáveis, a saber:

A Justificação pela graça mediante a fé (Efésios 2:8) – A doutrina da salvação pelas obras estava em destaque e a Reforma vinha e vem afirmar que isto é um engano e que a salvação procede da misericórdia de Deus. A Reforma disse: ela vem pela graça e a alcançamos exclusivamente pela .

A centralidade de Cristo (João 14:6) – O Papa se tornou a cabeça da igreja e autoridade inquestionável. O Vigário de Cristo. A autoridade estava nele, retirando de Cristo a centralidade que a bíblia lhe dava. A Reforma veio dizer que toda autoridade era de Cristo. (Mateus 28:18).

A Autoridade das Escrituras (2 Timóteo 3:16) – A tradição e o magistério sobressaiam-se frente à sã doutrina e era o que norteava as decisões da igreja. A Reforma conseguiu então restaurar a autoridade das Escrituras. A partir daí, surge a base onde se monta a Reforma Protestante.

Solá fide – Sola scriptura – Sola graça – Solo Cristo- Sole Deus Gloria

Tudo que fosse acrescentado seria periférico. Aqui começa a dificuldade da igreja brasileira de centrar a missão naquilo que, de maneira simples, deveria norteá-la.

Onde estamos como Igreja Evangélica Brasileira?  Não é fácil identificar ou definir a Igreja Evangélica Brasileira. Ela é hoje uma Igreja confusa, que se distancia da Reforma Protestante numa perceptível rapidez. Esse vínculo está comprometido. O que trouxe a igreja até aqui é uma linha que não pode ser esquecida, sob pena de perdermos o fio da meada.  Cabe a pergunta: onde estamos na identificação com a Reforma Protestante?

Onde estamos na Justificação pela graça mediante a fé? (Efésios 2:8)? Certo dia, voltando do trabalho, escutei a declaração de um pastor de uma grande denominação em uma rádio evangélica. Ele falava sobre salvação: “Você está pensando o que? Que a salvação é fácil? Só crer e pronto?”. Parei e esperei pelo pior que ainda viria: “Não é assim não, tem que se esforçar e se sacrificar”. “Não acredito no que estou ouvindo”, pensei, “um pastor protestante desconstruindo a salvação pela graça mediante a fé? Uma das principais colunas da Reforma?”. A Igreja Evangélica Brasileira receia anunciar a salvação pela graça porque acha pouco. É barato demais diante do que se criou como degraus para a salvação e os benefícios. Alguns motivos podem estar por detrás desse temor, a saber:

  • Manutenção de membresia – A preocupação de crescimento numérico de alguns grupos é um esforço hercúleo. Crescer numericamente faz parte do mandato de Jesus, são vidas alcançadas, batizadas e ensinadas a viver a fé. Igrejas evangélicas brasileiras ainda exigem de seus membros mais do que Jesus exigiu.
  • Usos e costumes – A imposição dos usos e costumes substitui a sã doutrina. Paulo apresenta sempre o evangelho da graça em contraposição ao legalismo. Para ele, o evangelho não é a observância de costumes, isso é obra demoníaca (1 Timóteo 4:1-3; Colossenses 2:20-23). O retorno à pregação exaustiva desse princípio e a prática intencional do ensino da graça mediante a fé é urgente. Para isso, os líderes deverão ter a coragem de assumir que nada além da fé é necessário para a salvação.

Onde estamos na centralidade de Cristo? (João 14:6):  Na igreja da pré-reforma, a centralidade de Cristo estava distante de ser uma realidade. A idolatria e a busca constante de mediadores entre Deus e o ser humano era uma realidade. O magistério da Igreja tinha o papel de interpretar e transmitir o que deveria ser obedecido. Diante disso, o comprometimento da centralidade de Cristo estava decretado. Sem generalizar, o púlpito da igreja evangélica brasileira experimenta declínio no ensino da centralidade de Cristo. O centro de tudo acaba sendo uma personalidade. Aquilo que diz tem autoridade por ser “inspirado”. Cresce esse tipo de líder na Igreja brasileira. A “ditadura” do politicamente correto leva a exclusividade de Cristo para a salvação como algo intolerável. O receio de ir de encontro a esse pensamento e ser considerado intolerante amedronta alguns.

Onde estamos na Autoridade das Escrituras? ( 2 Timóteo 3:16): Quando comecei a ser discipulado pelos grupos da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB), entendi bem a recomendação de Paulo a Timóteo em 2 Timóteo 3:1: sem a Escritura não há cristianismo. É ela que nos alimenta da verdade, conduzindo-nos a uma espiritualidade sólida. Onde estamos neste particular? Não é uma resposta fácil, corremos o risco de uma avaliação limitada. Existem círculos onde a Escritura é ensinada com zelo e cuidado, mas existem outros onde ela tem sido esquecida e a intuição de pregadores (as) é colocada no padrão de autoridade escriturística. Martinho Lutero está diante da Dieta de Worms (1521), sendo levado à retratação por ter publicado suas 95 teses. Sua resposta foi corajosa:

A menos que seja convencido pelas Escrituras e pela razão pura, e já que não aceito a autoridade do Papa e dos concílios, pois eles se contradizem mutuamente, minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Eu não posso e não vou me retratar de nada, pois não é seguro nem certo ir contra a consciência. Deus me ajude, AMÉM.”

Fazendo essa declaração, ele dá início ao movimento da Reforma. Sua base é a Escritura. Buscando uma relação com a declaração de Lutero, admito que estamos nos distanciando do conceito da sola scriptura. A Igreja brasileira necessita urgentemente associar seu crescimento com o ensino das Escrituras. Não estamos nessa direção, precisamos assumir isso. O rigor pelas Escrituras não nos faz imunes à necessidade dos perdidos. O conhecido “amor pelas almas” parece não existir em alguns grupos ditos reformados. Estes optam por uma “exposição escriturística” sem contextualização, mas repleta de conhecimento que de nada alimenta a alma sedenta do ser humano. O resultado são igrejas ortodoxas nas Escrituras, de bancos vazios, onde a mensagem não encontra guarida nos corações. A análise das Escrituras de maneira mais profunda deveria encontrar nelas mesmas a maior razão para a expansão.Existem aqueles que entendem o apego às Escrituras como fundamentalismo. Esses têm até visão de expansão, querem ver a igreja crescer e estão dispostos a pagar um alto preço. A pregação nestes grupos é normalmente repleta de experiências pessoais, mais que em ensinos bíblicos. Vagueamos pelos extremos e nos afastam daquilo que seja uma igreja saudável na observação das Escrituras e a sua aplicação à vida.

Onde queremos estar? Onde exista uma igreja cuja virtude é ser a igreja que faz a história. Que cresça, ministre salvação pela graça mediante a fé, seja centrada nas Sagradas Escrituras , tenha Cristo no centro de sua vida e mensagem e que toda a Glória seja sempre tributada a Deus.  Que enxergue a dimensão vertical, mas não esqueça de olhar na horizontal, na direção do ser humano e suas necessidades formando a perfeição da cruz na qual seu Senhor morreu. Uma igreja multifacetada em uma nação miscigenada, mas com raízes fundas. Que ela prevaleça no Brasil, e não nos deixe ser a igreja da maioria, sem que isso faça qualquer diferença na vida do país. Inegavelmente, há muito vigor nessa Igreja Brasileira, mas uma olhada nos postulados da Reforma Protestante ajudaria a fazer um caminho de volta em aspectos fundamentais de sua história, que a impulsionaria a uma nova arrancada com mais fidelidade aos seus laços históricos.

Bispo Miguel Uchôa

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Não pode ser “vale tudo em nome da arte”

politicamente-correto

CONCEITO E PRECONCEITO EM UMA SOCIEDADE CONFUSA

Depois do episódio lamentável em que a instituição financeira Banco Santander promoveu, sob a guarita da Lei Rouanet, dinheiro público, uma suposta “exposição de arte” onde parte das obras eram ofensivas à moral, ao bom censo, à mente de crianças, à fé cristã da maioria da população brasileira, e à raça negra. Como cristão e Bispo da Igreja Anglicana no Brasil-Diocese de Recife, estando distante de sermos “iconoclastas”, cientes do papel pedagógico e reflexivo da arte na sociedade, defensores do uso das artes na igreja, repudiamos veementemente o ocorrido. Não havia arte naquilo. A arte as vezes pode ser até ambígua, mas não vale tudo na arte. A instituição mostrou sua fragilidade quando emitiu uma nota aos funcionários e outra para a população com posturas diferentes.

Duas pessoas estavam observando um quadro em uma exposição. Um deles pergunta ao outro que acha? E ele responde tentando mostrar entendimento na área, fala das tonalidades dos traços e observa o detalhe no canto do quadro, alguns riscos que segundo ele mostrava um coração angustiado e saiu descrevendo aquilo. O outro observador pergunta: Esses traços aqui? E ele responde, sim veja a profundidade disso. O outro diz, amigo isso é a assinatura do artista.

Pode parecer apenas uma brincadeira, mas em nome da arte e mostrando-se inclusivo o ser humano deixa passar essas coisas. A sociedade vai tendo a sua mente cauterizada pela massiva divulgação de que a postura do politicamente correto significa um vale tudo, em todas as áreas da vida da sociedade. Tudo ou todos que se opõem a algo ou a alguém, são imediatamente taxados de “preconceituosos”. Não aceitamos isso, as coisas não podem caminhar nessa direção.

Preconceito_ Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão; prevenção. [1]

Atente, como cristão, eu tenho um conceito de mundo e que democraticamente devo ser respeitado nesse conceito que tenho. Não tenho preconceito pois não estou omitindo opinião antecipada sobre qualquer pessoa independente de minha experiência ou razão, segundo a definição do termo. Pela minha razão, que se baseia no meu quadro de valores, e que inclui minhas crenças e ideias, eu tenho um conceito formado. Preconceito eu teria se, sem conhecer, sem avaliar, sem querer estudar, sem querer considerar outros fatores que envolvem aquele conceito eu, me negasse a aceitar. Preconceito eu vi no documentário “O paradigma da Igualdade cap 1” onde um grupo de sociólogos e defensores da transexualidade por exemplo se negarem a aceitar a opinião dos cientistas quando em suas pesquisas não encontravam base biológica para tal conceito. Eles simplesmente dizem “a nossa experiência é o que vale”. Se dissessem “respeitamos suas pesquisas, mas temos um conceito formado sobre isso” não, eles foram preconceituosos quando inclusive disseram que eram “apenas pesquisadores norte americanos”

Não tenho pré-conceito com rock por exemplo, mas tenho gosto. Gosto muito de Bob Dylan, mas não suporto o grupo sepultura. Tenho um conceito, um gosto que considero refinado. Preconceito eu teria se eu lhe julgasse ter um gosto ruim porque você gosta do grupo sepultura, o preconceito seria contra você e nem seria contra o grupo, pois dele eu tenho um conceito.

Tenho um conceito formado sobre sexualidade, que claro, é baseado em meu quadro de valores e crenças. Não concordo com a prática, entendo como um desvio de propósito da criação etc. Esse é o meu conceito. Teria eu preconceito se, de antemão taxasse qualquer pessoa, seu caráter, sua correção, por ser ele(a) homossexual. Da mesma forma será preconceito você me taxar agora de retrogrado e outros adjetivos porque meu conceito difere do seu.

Alguém entro em um avião e vê na fileira da frente um homem com traços de alguém oriundo do oriente médio e da religião mulçumana. Imediatamente se incomoda e pensa esse avião está sob risco de sequestro, ele deve ser um homem bomba. Sem saber quem era, o julga pela aparência antecipadamente com sentimento desfavorável. Descobre depois que ele é um pastor evangélico vivendo em um país de maioria mulçumana e que sofre muita perseguição por isso. (caso fictício). Esse alguém foi preconceituoso, emitiu um conceito sobre aquele homem baseado em uma aparência e na realidade, ele é quem sofre preconceito em seu pais. Meu conceito equivocado de que todo mulçumano é um risco prevaleceu ali.

Defendo o respeito a todo e qualquer cidadão(ã) independente de seu credo ou opção. O cidadão(ã) deve ser imune a isso pois ele(a) paga seus impostos e precisa ter os mesmos direitos em uma sociedade igualitária e democrática como pretendemos ser. No entanto não tem sido assim, essa exposição, nos tempos das mídias sociais, mostrou que a tentativa de impor um ponto de vista está presente em todos e percebo que os que se dizem tolerantes, são muitas vezes os mais intolerantes. Meu único questionamento foi “onde está a arte em uma hóstia onde se escreve palavras de baixo calão ou inapropriadas? Onde está a arte em um quadro onde duas pessoas “curram” um cachorro indefeso? Ou onde um negro é currado por duas pessoas. Comparar com os quadros da mitologia pintados por Michelangelo ou dizer que as imagens dos ídolos nus desse autor são indecorosos é a mesma coisa é mostra de ignorância. A nudez não é indecorosa, e a dita exposição não mostrava apenas nudez.  Não serei politicamente correto para agradar quem quer que seja, minha mente está cativa a Cristo e somente a Ele, em ultima análise desejo agradar.

Miguel Uchoa

Bispo Anglicano de Recife

[1] Dicionário Michaelis

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Anglicanismo e Contemporaneidade

Anglicanismo e Contemporaneidade
Adoração, Liturgia, Missão

E ninguém põe vinho novo em vasilhas de couro velhas; se o fizer, o vinho rebentará as vasilhas, e tanto o vinho quanto as vasilhas se estragarão. Pelo contrário, põe-se vinho novo em vasilhas de couro novas”. Mc 2:22

O que há de comum em todas essas imagens abaixo? Observe bem, dê um clique nela…

Imagem1

Creio que você deve ter observado nos mínimos detalhes, mas, se não fez, volte, olhe foto por foto e tente imaginar o que essas imagens representam. Volte lá…. Voltou? Muito bem, se você não conseguiu ter uma ideia do que se trata, deixe-me ajudar. Essas são imagens de diferentes celebrações, em diferentes igrejas anglicanas, por diversos países e regiões do globo, inclusive na Inglaterra.

Você deve ter percebido a diversidade dessas imagens, não é? Pois bem, isso se chama ethos anglicano, e significa que não há uma só maneira de ser anglicano, mas várias, com muitas outras mais para ainda serem criadas. A riqueza desse ramo histórico do cristianismo está em sua diversidade.

A ignorância histórica e contemporânea tem levado muitos à tentação de taxar pela aparência e pela forma a essência de tantas coisas. Parece clichê, mas será que a essa altura da história da humanidade, com o avanço das ciências sociais e de tantas outras ciências humanas, ainda estamos tentando taxar o ser humano e enquadrá-lo em uma única maneira de ser? Será que ainda estamos tentando colocar rótulos naquilo que não admite rótulo?

Tenho tido o privilégio de viajar por diferentes continentes já faz algum tempo. Devido à minha posição como pastor e, posteriormente, como bispo, tenho conhecido e me encantado cada vez mais com o mundo anglicano e com a sua diversidade. Desde a África e a  Europa, passando pelas Américas e pelo continente asiático, essa igreja tem se expressado de tantas formas e com tanta diversidade quanto é possível ao ser humano e suas ilimitadas expressões. Mas ainda existem aqueles que querem uniformizar a maneira de ser cristão e, dentro de nosso meio, também a maneira de ser anglicano.

A Igreja Anglicana no Brasil já passou dessa fase e essa discussão agora faz parte do passado. No entanto, os resquícios dessa atitude retrógada por vezes reaparece aqui e ali; curiosamente, mesmo entre aqueles que não têm origem em nossa igreja, e que assim, por serem oriundos de outros ramos do protestantismo, acabam seguindo em uma direção polarizada. Isso pode ser uma reação até natural, mas é algo que, certamente, a maturidade, o senso de missão e um melhor conhecimento evitaria.

Tenho refletido e estudando este texto do capítulo 22 do evangelho de Marcos com certa frequência e há tempos cheguei à conclusão que o odre velho, como tantos dizem, não simboliza apenas as estruturas, as formas, as liturgias etc. Longe disso, o odre velho está bem presente na mente dessas pessoas que reagem ao novo rejeitando o antigo, ou que querem segurar o antigo reagindo ao novo.  Esse é um conflito geracional que precisa ser vencido e que somente se pode vencer quando descemos à essência do conceito da missão, que cada um de nós temos, enquanto cristãos e enquanto igreja.

O Odre velho é a mente cauterizada e enferma, focada apenas nas formas e nas tradições? Sim. Mas, o Odre não é a tradição em si e sim a mente que transforma essa tradição em essência, quando, na verdade, ela é instrumento e história. A essência da Igreja cristã, seja ela anglicana ou de qualquer outra matiz histórica, nunca poderá ser a sua forma, mas sua missão.

O anglicanismo é versátil e se move em uma velocidade de adaptação incrível, e isso é motivo de alegria para todos nós. Os “sociólogos de plantão” estão tentando transformar o fenômeno da multicultural e intergeracional expressão da igreja em um fenômeno de alienação e superficialidade, alegando que tudo isso faz parte de uma cultura por meio da qual se tenta trazer para a igreja as expressões da sociedade.

Muito bem, isso é mais que verdade. Caso contrário, estaríamos tentando enquadrar uma geração e uma sociedade dentro de um padrão medieval que não vivemos faz tempo. Muitos cristãos, graças a Deus, entenderam que a linguagem e as expressões de cada tempo devem ser igualmente adequadas a seu tempo e esses grupos são os que estão fazendo a diferença na sociedade, levando muita gente a Cristo, vendo vidas transformadas e os bancos das igrejas voltarem a ser ocupados por gente e não por fantasmas.

O Sínodo da Igreja da Inglaterra vem discutindo o uso obrigatório de vestes litúrgicas há alguns anos e, recentemente, no Sínodo Geral de 2016, deu autorização oficial para que os clérigos, se preferirem, deixem de usar estas vestes nas celebrações regulares, restringindo-as às solenidades mais formais da igreja. Isso tem mostrado que como a flexibilização e o abandono do tradicionalismo tem sido benéfico para a igreja, que mantém sua tradição, mas tem seu foco na missão.

Os que fracassam na missão, justificam-se na fidelidade à forma. Isso é lamentável, Jesus nunca nos pediu isso. A sociedade moderna deseja ser desafiada. Steve Jobs, um dos empreendedores que mais contagiou o mundo com suas ideias e inovações, disse certa vez que “ queria produzir algo que as pessoas desejassem ter nas mãos”. Bem, ele conseguiu. Mudou a maneira de abordar, de vender, de fazer propaganda, mudou o estilo de se vestir, e o resultado foi simples: ele alcançou a sua meta.

Um dos maiores teólogos evangélicos vivos, J.A. Packer uma vez falou a respeito da Igreja de Holy Trinity Brompton, em Londres – uma igreja anglicana, evangélica, contemporânea, trabalhando na visão de uma igreja em diferentes lugares. Ele afirmou: “Esse é o tipo de igreja que o anglicanismo precisa”. E  Nick Gamble Reitor de HTB disse que certa vez um pastor disse a ele: “Uma igreja vazia é como um palácio vazio de um rei esquecido”.

Graças a Deus que muitas comunidades anglicanas e não anglicanas estão fazendo a leitura correta da história e do tempo em que vivemos. Menciono aqui alguns links que valem a pena serem observados:

Freshexpressions

https://www.freshexpressions.org.uk/

Redeemer Chicago

http://redeemeranglican.co/about/global-partnership/

Christ church Mayfar London

http://www.christchurchmayfair.org/

Chrit Church New York (CANA)

http://www.christchurchnyc.com/

Holy Trinity Bromnpton

https://www.htb.org/whats-on/locations#accordion-1

St Andrews Mt Leasant

http://www.standrews.church/

http://www.standrews.church/one-church-multiple-locations/

St Andrews city church

http://www.standrews.church/citychurch/

https://web.facebook.com/SACityChurch?_rdc=1&_rdr

Cada cristão deve ter em mente que seu maior objetivo é manter a missão. Recebemos uma missão, e falhar nela é falhar no chamado que temos como igreja.

Sociólogos de plantão que me perdoem, mas vocês estão enganados e perderam o bonde da história.  Eu quero pregar uma mensagem que todos desejem tê-la no coração. Este é o meu empreendimento.

Ainda longe de alcançá-lo, no entanto, sigo na direção que Deus tem me dado e me colocado neste momento da história

Miguel Uchoa

Bispo Anglicano

Reitor da PAES

Recife PE

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ALELUIA ELE RESSUSCITOU!!!

Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. 1 Co 15:20 

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No alvorecer de um domingo como esse, o mundo presenciou  o fato de maior importância em todo o universo, o planeta terra tornou-se naquele instante o centro de tudo o que foi  criado, pois toda a criação estava sendo redimida ali, naquele exato momento quando ao terceiro dia Jesus o filho de Deus, vencia o maior de todos os inimigos.

A morte não teve poder sobre o filho de Deus, quando tudo parecia perdido, os discípulos desapontados, os inimigos comemorando a vitória, os fariseus satisfeitos porque haviam conseguido sufocar  a “rebelião”, os romanos  porque a “ameaça” a César havia sido anulada, mas como diz o poeta  ‘Um rei não se despede assim e os que creram no seu nome sabiam que não era o fim…”Os céus  e a glória de Deus esperavam para o grande grito da vitória, os anjos estavam prestes a anunciar a derrota final das forças das trevas e a vitória da luz, da verdade sobre as trevas e o engano.

Numa manhã como essa Jesus Cristo foi ressuscitado da morte e vencendo-a nos trouxe também a vitória sobre ela, de repente a pedra foi removida  e num momento de glória Jesus adverte aquela que tinha ido untar o seu corpo, “mulher , a quem procuras? Procuras entre os mortos aquele que esta vivo ?’

Hoje tanto tempo depois numa manhã como aquela, nós estamos reunidos para  exclamar  em alto e bom som, para todas as pessoas, para todo o mundo, para todos os que sofrem, para todos os que vivem sem esperança, para todos os que de alguma forma estão distantes  da vitória… Toda a vitória de Cristo sobre as trevas e sobre a morte deve ser assumida e vivida por nós. Sua vitória é nossa vitória , sua vida é nossa vida,  sua Palavra deve ser sempre a nossa palavra.

Estejamos nos lembrando daquele que  tudo venceu, para que com ele vencêssemos tudo,  Retiremos os olhos das trevas, esqueçamos o túmulo, a luz de Cristo brilha entre nós, o túmulo está vazio, Isso significa  que nós agora temos livre acesso ao Pai e a todas as sua bênçãos reservadas para aqueles que o amam.

Isso é Páscoa, Jesus vivo entre nós…

Feliz Páscoa

+ Miguel Uchôa

 

 

 

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Ele viria, Ele Veio, Ele Reinará

domingo-de-ramos

Uma Promessa estava
posta

Alegre-se muito, cidade de Sião! Exulte, Jerusalém! Eis que o seu rei vem a você, justo e vitorioso, humilde e montado num jumento, um jumentinho, cria de jumenta. Zc 9:9

Uma Palavra estava cumprida

A multidão que ia adiante dele e os que o seguiam gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! ” “Bendito é o que vem em nome do Senhor! ” “Hosana nas alturas! “Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou agitada e perguntava: “Quem é este? “A multidão respondia: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia”. Mt 21:9-11 

Uma esperança está de pé

 Porque está escrito: ” ‘Por mim mesmo jurei’, diz o Senhor, ‘diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus’ “Rm 14:11

Hoje começamos a semana chamada santa, tempo de expectativa para a celebração daquilo que é a mais importante das festas cristãs, a celebração da ressurreição de Jesus Cristo e a decretação da vitória final da vida eterna sobre a morte.

Em meio a um mundo onde tanta atrocidade se vive, onde a insanidade está levando o ser humano a atos de terror, seja por grupos institucionalizados ou por grupos marginalizados, o terror é a marca da maldade e um dos mais atuais símbolos da malignidade. Massacres, mortes e desespero estão por toda parte.

Nossa nação vive seus momentos de profunda agonia, vácuos de lideranças éticas, abundancia de corrupção nos conduzem a desesperança. Mas não há de ser assim, Deus ainda é Senhor da história e há de nos trazer paz. Quando Jesus entrou em Jerusalém naquele 1o dia da semana e foi recebido com os ramos da exaltação, era o momento em que Deus estava dizendo “eu não esqueci de vocês”. Há uma promessa de paz e de esperança nessa data de hoje e conclamo todos (as) a viverem isso com toda propriedade.

Somos a Igreja de Jesus Cristo, a maior agencia transformadora do universo, nossa esperança nos conduz a antever a glória de Deus em todas as coisas. Somos um povo bravo, guerreiro. A adversidade nos persegue desde sempre, somos uma contracultura que aprendeu a viver em meio a adversidade…

Somos o povo que hoje exclama: “Hosana nas alturas e bem vindo o que vem em nome do Senhor!”

Celebre esse dia, é o dia de nossa esperança!! Vem Senhor Jesus!

+Miguel Uchoa

Igreja Anglicana no Brasil

 

 

 

 

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