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Incoerência, manipulação, e cauterização

transsexual

Incoerência, manipulação, e cauterização,

A ditadura da Informação ou da Má informação.

 

Antes de qualquer coisa, por favor, leia esses dois artigos

1/07/2013 12h54 – Atualizado em 31/07/2013 18h20

Portaria define regras para mudança de sexo pelo SUS

Idade mínima para fazer cirurgia foi reduzida de 21 para 18 anos.
Terapia hormonal poderá ser feita a partir dos 16 anos, mediante análise.

O Ministério da Saúde publicou, nesta quarta-feira (31), uma portaria com novas regras para a realização de cirurgia de troca de sexo e outros tratamentos destinados a travestis e transexuais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A idade mínima para a realização da cirurgia de mudança de sexo foi reduzida de 21 para 18 anos, com a nova portaria. Para fazê-la com essa idade, é exigida indicação específica e acompanhamento prévio de dois anos pela equipe de especialistas que acompanha o paciente, composta de profissionais como psicólogos, médicos e outros. Com a mudança, a idade mínima para fazer a terapia hormonal para a mudança de sexo, necessária antes da operação, foi fixada em 16 anos. Para iniciar o tratamento com essa idade, no entanto, a portaria prevê a necessidade de consentimento dos pais ou do responsável legal e consenso da equipe multiprofissional que acompanha o paciente. As determinações fazem parte da Portaria Nº 859 do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/07/cirurgia-pra-troca-de-sexo-pode-ser-feita-pelo-sus-partir-de-18-anos.html

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/07/cirurgia-pra-troca-de-sexo-pode-ser-feita-pelo-sus-partir-de-18-anos.html

24/09/2017 22h12 – Atualizado em 24/09/2017 22h12

Decisão de juiz que autoriza ‘cura gay’ causa mobilização e choque no Brasil
Para a ciência, terapias que prometem mudar a orientação sexual dos pacientes têm nome: charlatanismo. Não há como tratar homossexualidade.

Para a ciência, terapias que prometem mudar a orientação sexual dos pacientes, chamadas de “cura gay”, têm um nome: charlatanismo. Não há como se tratar a homossexualidade simplesmente porque ela não é uma doença nem um transtorno. Mas uma liminar de um juiz do Distrito Federal provocou espanto e foi muito criticada nesta semana. A decisão autoriza os psicólogos a oferecerem tratamentos de “reversão sexual”. Há quase 30 anos a Organização Mundial de Saúde reconheceu que homossexualidade não é doença. No Brasil, desde 1999, o Conselho Federal de Psicologia diz que psicólogos não podem tratar a cura da homossexualidade. Porém uma liminar do juiz federal Waldemar Claudio de Carvalho determinou que o Conselho Federal não pode impedir psicólogos de promoverem estudos ou atendimento profissional sobre a reorientação sexual. A decisão causou choque e mobilização também nas redes sociais. Veja na reportagem do Fantástico.

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/09/decisao-de-juiz-que-autoriza-cura-gay-causa-mobilizacao-e-choque-no-brasil.htmltópicos:

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Após a cuidadosa leitura desses dois artigos, note bem o detalhe, eles têm a mesma fonte jornalística, vem da mesma mesa diretora e provavelmente tem a mesma autorização para serem publicados. Muito bem agora vamos refletir um pouco.

Por que, um adolescente de 16 anos pode ter orientação psicológica e pode receber acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, pago pelo estado, quando deseja reverter sua sexualidade e ser “Curado” de sua heterosexualidade. “Para iniciar o tratamento com essa idade, no entanto, a portaria prevê a necessidade de consentimento dos pais ou do responsável legal e consenso da equipe multiprofissional que acompanha o Paciente”. A  matéria a nitidamente a favor da abordagem ao hétero insatisfeito, chama essa pessoa que “optou” por uma reversão sexual de “Paciente”, adjetivo esse, negado aos psicólogos que desejam ter o direito de acompanhar terapeuticamente homossexuais que, insatisfeitos com seu estado, pede sua ajuda profissional que pela lei deverá ser dada em total sigilo de acordo com o desejo do “Paciente”.

A parcialidade está evidente. Assisti uma matéria em um telejornal onde um psicólogo foi perguntado : “Como deve agir um profissional (psicólogo) que recebe uma pessoa em conflito com sua identidade de gênero?” Ao que o mesmo respondeu: “ ele deve tentar convencer essa pessoa a aceitar esse estado mostrando que isso é normal. “

Ao passo que um adolescente procura um profissional de saúde e compartilha que está insatisfeito com a sua identidade de gênero. Ele é imediatamente encaminhado a um médico, que vai ajuda-lo a tomar a decisão de fazer uma reversão sexual, em um processo de mutilação onde a genitália é modificada cirúrgica e definitivamente. Isso aos 18 anos e tomando hormônio desde os 16. Resumindo alguém pode solicitar do Estado que o cure de sua heterosexualidade, mas se alguém estiver incomodado com uma tendência homossexual e procurar um psicólogo, este profissional, mesmo em sigilo absoluto, se aceitar acompanhar essa pessoa e ajuda-lo na sua não aceitação homossexual pode ser processado e até vir a perder sua licença profissional.

Agora de uma olhada na integra da liminar e procure uma vez apenas a palavra cura ou a informação que leve honestamente você a esse entendimento. A liberdade de ajudar pessoas em busca de re-orientação sexual é proibido, mas acompanhar um jovem de 16 anos  e leva-lo a mutilação para se reorientar sexualmente, mais uma vez é aceito e as despesas são pagas pelo Estado.

https://d2f17dr7ourrh3.cloudfront.net/wp-content/uploads/2017/09/ATA-DE-AUDI%C3%8ANCIA.pdf

As questões dos dilemas da sexualidade são tão antigas quanto o ser humano e até aqui, a ciência não tem uma resposta clara para isso. O documentário “ O paradoxo da igualdade” desenvolvido na Noruega, uma das nações mais abertas e liberais do globo, dirigido por um comediante liberal, aborda o tema da “transexualidade” mostrando a posição da ciência afirmando que não há base cientifica para afirmar isso e ao mesmo tempo mostrando os sociólogos liberais dizendo claramente que o que a ciência diz não importa. No todo, é uma imensa contradição e tenta-se tratar o assunto de maneira superficial e apenas na perspectiva do politicamente correto. Sou um Bispo Anglicano, evangélico, e teologicamente de tendência conservadora. De acordo com minha crença, tudo isso é fruto do que a Bíblia chama de pecado. E aqui é necessário desmistificar o conceito de pecado e tentar entender numa perspectiva bíblica, livre de preconceitos.

Significado de Pecado dicionário da língua portuguesa

[Religião] Desrespeito a algum preceito religioso; transgressão da lei de Deus ou dos mandamentos da Igreja.[Por Extensão] Violação de alguma norma e/ou dever; erro: aquilo foi um pecado musical. Atitude que demonstra maldade; perversidade: é um pecado deixá-lo sozinho. Aquilo que deve ser sentido; lastimado: é um pecado deixar comida no prato! Condição de quem cometeu um pecado (religioso): o modo de vida daquele homem está rodeado pelo pecado.

Conceito no Novo Testamento

hamartano: não acertar o alvo, atingir alvo errado;

hamartia: transgressão, pecado. Normalmente visto como atos específicos;

Pecado, como a palavra no idioma original diz, é errar o alvo e, biblicamente, é errar o alvo de realizar a vontade de Deus. Se Deus criou homem e mulher, disse que crescessem fossem fecundos e se multiplicassem, esse é o alvo de Deus e errar esse alvo é o que se constitui em um pecado.  Se em toda revelação escriturística que minha crença credita como sendo a Palavra de Deus, não há nada que vá além do relacionamento entre um homem e uma mulher, e que casamento é quando duas dessas pessoas se unem dentro da benção de Deus.

Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Gn 1:27-28a

À Deus toda Glória

Miguel Uchoa

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Não pode ser “vale tudo em nome da arte”

politicamente-correto

CONCEITO E PRECONCEITO EM UMA SOCIEDADE CONFUSA

Depois do episódio lamentável em que a instituição financeira Banco Santander promoveu, sob a guarita da Lei Rouanet, dinheiro público, uma suposta “exposição de arte” onde parte das obras eram ofensivas à moral, ao bom censo, à mente de crianças, à fé cristã da maioria da população brasileira, e à raça negra. Como cristão e Bispo da Igreja Anglicana no Brasil-Diocese de Recife, estando distante de sermos “iconoclastas”, cientes do papel pedagógico e reflexivo da arte na sociedade, defensores do uso das artes na igreja, repudiamos veementemente o ocorrido. Não havia arte naquilo. A arte as vezes pode ser até ambígua, mas não vale tudo na arte. A instituição mostrou sua fragilidade quando emitiu uma nota aos funcionários e outra para a população com posturas diferentes.

Duas pessoas estavam observando um quadro em uma exposição. Um deles pergunta ao outro que acha? E ele responde tentando mostrar entendimento na área, fala das tonalidades dos traços e observa o detalhe no canto do quadro, alguns riscos que segundo ele mostrava um coração angustiado e saiu descrevendo aquilo. O outro observador pergunta: Esses traços aqui? E ele responde, sim veja a profundidade disso. O outro diz, amigo isso é a assinatura do artista.

Pode parecer apenas uma brincadeira, mas em nome da arte e mostrando-se inclusivo o ser humano deixa passar essas coisas. A sociedade vai tendo a sua mente cauterizada pela massiva divulgação de que a postura do politicamente correto significa um vale tudo, em todas as áreas da vida da sociedade. Tudo ou todos que se opõem a algo ou a alguém, são imediatamente taxados de “preconceituosos”. Não aceitamos isso, as coisas não podem caminhar nessa direção.

Preconceito_ Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão; prevenção. [1]

Atente, como cristão, eu tenho um conceito de mundo e que democraticamente devo ser respeitado nesse conceito que tenho. Não tenho preconceito pois não estou omitindo opinião antecipada sobre qualquer pessoa independente de minha experiência ou razão, segundo a definição do termo. Pela minha razão, que se baseia no meu quadro de valores, e que inclui minhas crenças e ideias, eu tenho um conceito formado. Preconceito eu teria se, sem conhecer, sem avaliar, sem querer estudar, sem querer considerar outros fatores que envolvem aquele conceito eu, me negasse a aceitar. Preconceito eu vi no documentário “O paradigma da Igualdade cap 1” onde um grupo de sociólogos e defensores da transexualidade por exemplo se negarem a aceitar a opinião dos cientistas quando em suas pesquisas não encontravam base biológica para tal conceito. Eles simplesmente dizem “a nossa experiência é o que vale”. Se dissessem “respeitamos suas pesquisas, mas temos um conceito formado sobre isso” não, eles foram preconceituosos quando inclusive disseram que eram “apenas pesquisadores norte americanos”

Não tenho pré-conceito com rock por exemplo, mas tenho gosto. Gosto muito de Bob Dylan, mas não suporto o grupo sepultura. Tenho um conceito, um gosto que considero refinado. Preconceito eu teria se eu lhe julgasse ter um gosto ruim porque você gosta do grupo sepultura, o preconceito seria contra você e nem seria contra o grupo, pois dele eu tenho um conceito.

Tenho um conceito formado sobre sexualidade, que claro, é baseado em meu quadro de valores e crenças. Não concordo com a prática, entendo como um desvio de propósito da criação etc. Esse é o meu conceito. Teria eu preconceito se, de antemão taxasse qualquer pessoa, seu caráter, sua correção, por ser ele(a) homossexual. Da mesma forma será preconceito você me taxar agora de retrogrado e outros adjetivos porque meu conceito difere do seu.

Alguém entro em um avião e vê na fileira da frente um homem com traços de alguém oriundo do oriente médio e da religião mulçumana. Imediatamente se incomoda e pensa esse avião está sob risco de sequestro, ele deve ser um homem bomba. Sem saber quem era, o julga pela aparência antecipadamente com sentimento desfavorável. Descobre depois que ele é um pastor evangélico vivendo em um país de maioria mulçumana e que sofre muita perseguição por isso. (caso fictício). Esse alguém foi preconceituoso, emitiu um conceito sobre aquele homem baseado em uma aparência e na realidade, ele é quem sofre preconceito em seu pais. Meu conceito equivocado de que todo mulçumano é um risco prevaleceu ali.

Defendo o respeito a todo e qualquer cidadão(ã) independente de seu credo ou opção. O cidadão(ã) deve ser imune a isso pois ele(a) paga seus impostos e precisa ter os mesmos direitos em uma sociedade igualitária e democrática como pretendemos ser. No entanto não tem sido assim, essa exposição, nos tempos das mídias sociais, mostrou que a tentativa de impor um ponto de vista está presente em todos e percebo que os que se dizem tolerantes, são muitas vezes os mais intolerantes. Meu único questionamento foi “onde está a arte em uma hóstia onde se escreve palavras de baixo calão ou inapropriadas? Onde está a arte em um quadro onde duas pessoas “curram” um cachorro indefeso? Ou onde um negro é currado por duas pessoas. Comparar com os quadros da mitologia pintados por Michelangelo ou dizer que as imagens dos ídolos nus desse autor são indecorosos é a mesma coisa é mostra de ignorância. A nudez não é indecorosa, e a dita exposição não mostrava apenas nudez.  Não serei politicamente correto para agradar quem quer que seja, minha mente está cativa a Cristo e somente a Ele, em ultima análise desejo agradar.

Miguel Uchoa

Bispo Anglicano de Recife

[1] Dicionário Michaelis

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