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Democracia, eu quero uma pra viver!

 Acabamos de ter em nosso Estado e ainda teremos em algumas partes do Brasil a continuidade das eleições municipais. Mais uma vez a “democracia” foi exercida, pelo menos é isso que dizem os especialistas, parte da mídia e principalmente os caciques dos partidos políticos em todo país. Esse tipo de democracia interessa muito a eles de maneira particular.
     A democracia no Brasil ainda tem muito que caminhar, afina der contas ainda somos reféns de certa  forma de um período de exceção, um ditadura militar, período autoritário em que todos os nossos direitos políticos e hum anos foram tolhidos, dissidentes foram brutalmente perseguidos e mortos e o país, economicamente viveu o “milagre econômico” com rios de dinheiro sendo derramados aqui por interesse estrangeiro e pela “segurança” que esse tipo de Estado demonstrava para os investidores.
       Temos ainda uma democracia bastante frágil, um sistema injusto onde a proporcionalidade partidária dá àqueles que recebem bem menos votos o direito de eleição enquanto outros com um percentual bastante superior não alcançam uma cadeira no parlamento. A vontade do povo, expressa em um número “x” de votos não é suficiente para levar alguém a representa-lo, isso é de fato estranho e de difícil justificativa.Democracia não pode ser confundida com Festa, ruas repletas de carros de som, cantando jingles horríveis, nos obrigando a ouvi-los diariamente e levando bandeiras ao ar como em uma grande final futebolista. É verdade que o Brasileiro faz festa de tudo e a democracia de fato pode ser uma festa, mas não é o tipo de festa que traduz a realidade da democracia.  Temos um sistema que privilegia quem possui recursos financeiros, onde a maquina pública entra como reforço forte na campanha e que aqueles, mesmo bem intencionados, competentes e honestos, terão que de alguma forma se associar com o sistema para poder conseguir uma dessas muito caras cadeiras em um parlamento.

     Democracia de currais, que muitos insistem em dizer que não existem mais, no entanto os líderes religiosos estão aí para mostrar que em muitos casos esses currais funcionam e existem com uma força inquestionável.Os debates chegam a ser cômicos para não dizer trágicos. Em Recife, assisti um para não dizer que critiquei sem ver, um fala de mudança e seu grupo está lá dominando o Estado há décadas, desde a ditadura, outro fala em renovar e seu partido ainda é quem comanda a atual prefeitura, outro fala de gestão pública e se escora em um governo estadual que numa onda de crescimento faz um bom governo, e leva o povo a esquecer o passado e sequer lembrar que existiram falcatruas que envolveram tantos desses personagens apoiadores e por fim chega um, mais jovem pregando de verde mais que por detrás tem um bico colorido que tenta se esconder  e que de ecológico só tem mesmo o pobre animal usado sem o direito de protestar por isso.

      Não, a democracia ainda está longe de ser exercida em nosso país de maneira plena. Enquanto os direitos mais elementares do cidadão não lhe forem garantidos, enquanto os altos tributos não significarem serviços de alto nível para a população, enquanto a corrupção não for banida ou pelo menos castigada veementemente ( esperança no STF) ainda viveremos uma festa democrática que se assemelha às grandes finais futebolistas, onde acontece muita festa e dias depois tudo volta á “normalidade” e quem lá foi colocado faz o que bem entender enquanto o cidadão aqui vive como pode.

       Eu continuo assim, crítico, e na minha crítica continuo dizendo Democracia, eu quero uma para viver. 
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Joel Kominski é o autor de livros que tem impactado as igrejas em evangelismo e pequenos grupos. Conferencista internacional. Um privilégio para Recife poder desfrutar desses dias. Não deixe de estar presente. Ligue 34623121 e informe-se

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